Adélia Luzia Prado Freitas nasceu em Divinópolis, Minas Gerais, no dia 13 de dezembro de 1935, filha do ferroviário João do Prado Filho e de Ana Clotilde Corrêa. Leva uma vidinha pacata naquela cidade do interior: inicia seus estudos no Grupo Escolar Padre Matias Lobato e mora na rua Ceará.
No ano de 1950 falece sua mãe. Tal acontecimento faz com que a autora escreva seus primeiros versos. Nessa época conclui o curso ginasial no Ginásio Nossa Senhora do Sagrado Coração, naquela cidade.
No ano seguinte inicia o curso de Magistério na Escola Normal Mário Casassanta, que conclui em 1953. Começa a lecionar no Ginásio Estadual Luiz de Mello Viana Sobrinho em 1955.
Em 1958 casa-se, em Divinópolis, com José Assunção de Freitas, funcionário do Banco do Brasil S.A. Dessa união nasceriam cinco filhos: Eugênio (em 1959), Rubem (1961), Sarah (1962), Jordano (1963) e Ana Beatriz (1966).
Antes do nascimento da última filha, a escritora e o marido iniciam o curso de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis.
Em 1972 morre seu pai e, em 1973, forma-se em Filosofia. Nessa ocasião envia carta e originais de seus novos poemas ao poeta e crítico literário Affonso Romano de Sant'Anna, que os submete à apreciação de Carlos Drummond de Andrade.
"Moça feita, li Drummond a primeira vez em prosa. Muitos anos mais tarde, Guimarães Rosa, Clarisse. Esta é a minha turma, pensei. Gostam do que eu gosto. Minha felicidade foi imensa.Continuava a escrever, mas enfadara-me do meu próprio tom, haurido de fontes que não a minha. Até que um dia, propriamente após a morte do meu pai, começo a escrever torrencialmente e percebo uma fala minha, diversa da dos autores que amava. É isto, é a minha fala."
Em 1975, Drummond sugere a Pedro Paulo de Sena Madureira, da Editora Imago, que publique o livro de Adélia, cujos poemas lhe pareciam "fenomenais". O poeta envia os originais ao editor daquele que viria a ser Bagagem. No dia 09 de outubro, Drummond publica uma crônica no Jornal do Brasil chamando a atenção para o trabalho ainda inédito da escritora.
"Bagagem, meu primeiro livro, foi feito num entusiasmo de fundação e descoberta nesta felicidade. Emoções para mim inseparáveis da criação, ainda que nascidas, muitas vezes, do sofrimento. Descobri ainda que a experiência poética é sempre religiosa, quer nasça do impacto da leitura de um texto sagrado, de um olhar amoroso sobre você, ou de observar formigas trabalhando."
O livro é lançado no Rio, em 1976, com a presença de Antônio Houaiss, Raquel Jardim, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Juscelino Kubitscheck, Affonso Romano de Sant'Anna, Nélida Piñon e Alphonsus de Guimaraens Filho, entre outros.
O ano de 1978 marca o lançamento de O coração disparado que é agraciado com o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.
Estréia em prosa no ano seguinte, com Soltem os cachorros. Com o sucesso de sua carreira de escritora vê-se obrigada a abandonar o magistério, após 24 anos de trabalho. Nesse período ensinou no Instituto Nossa Senhora do Sagrado Coração, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis, Fundação Geraldo Corrêa — Hospital São João de Deus, Escola Estadual são Vicente e Escola Estadual Matias Cyprien, lecionando Educação Religiosa, Moral e Cívica, Filosofia da Educação, Relações Humanas e Introdução à Filosofia. Sua peça, O Clarão,um auto de natal escrito em parceria com Lázaro Barreto, é encenada em Divinópolis.
"O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta."
Em 1980, dirige o grupo teatral amador Cara e Coragem na montagem de O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. No ano seguinte, ainda sob sua direção, o grupo encenaria A Invasão, de Dias Gomes. Publica Cacos para um vitral. Lucy Ann Carter apresenta, no Departament of Comparative Literature, da Princeton University, o primeiro de uma série de estudos universitários sobre a obra de Adélia Prado.
Em 1981 lança Terra de Santa Cruz.
De 1983 a 1988 exerce as funções de Chefe da Divisão Cultural da Secretaria Municipal de Educação e da Cultura de Divinópolis, a convite do prefeito Aristides Salgado dos Santos.
Os componentes da banda é publicado em 1984.
Participa, em 1985, em Portugal, de um programa de intercâmbio cultural entre autores brasileiros e portugueses, e em Havana, Cuba, do II Encontro de Intelectuais pela Soberania dos Povos de Nossa América.
Fernanda Montenegro estréia, no Teatro Delfim - Rio de Janeiro, em 1987, o espetáculo Dona Doida: um interlúdio, baseado em textos de livros da autora. A montagem, sob a direção de Naum Alves de Souza, fez grande sucesso, tendo sido apresentada em diversos estados brasileiros e, também, nos EUA, Itália e Portugal.
Apresenta-se, em 1988, em Nova York, na Semana Brasileira de Poesia, evento promovido pelo Comitê Internacional pela Poesia. É publicado A faca no peito.
Participa, em Berlim, Alemanha, do Línea Colorada, um encontro entre escritores latino-americanos e alemães.
Em 1991 é publicada sua Poesia Reunida.
Volta, em 1993, à Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Divinópolis, integrando a equipe de orientação pedagógica na gestão da secretária Teresinha Costa Rabelo.
Em 1994, após anos de silêncio poético, sem nenhuma palavra, nenhum verso, ressurge Adélia Prado com o livro O homem da mão seca. Conta a autora que o livro foi iniciado em 1987, mas, depois de concluir o primeiro capítulo, foi acometida de uma crise de depressão, que a bloquearia literariamente por longo tempo. Disse que vê "a aridez como uma experiência necessária" e que "essa temporada no deserto" lhe fez bem. Nesse período, segundo afirmou, foi levada a procurar ajuda de um psiquiatra.
"O que se passou? Uma desolação, você quer, mas não pode. Contudo, a poesia é maior que a poeta, e quando ela vem, se você não a recebe, este segundo inferno é maior que o primeiro, o da aridez."
Deus é personagem principal em sua obra. Ele está em tudo. Não apenas Ele, mas a fé católica, a reza, a lida cristã.
"Tenho confissão de fé católica. Minha experiência de fé carrega e inclui esta marca. Qual a importância da religião? Dá sentido à minha vida, costura minha experiência, me dá horizonte. Acredito que personagens são álter egos, está neles a digital do autor. Mas, enquanto literatura, devem ser todos melhores que o criador para que o livro se justifique a ponto de ser lido pelo seu autor como um livro de outro. Autobiografias das boas são excelentes ficções."
Estréia, em 1996, no Teatro Sesi Minas, em Belo Horizonte, a peça Duas horas da tarde no Brasil, texto adaptado da obra da autora por Kalluh Araújo e pela filha de Adélia, Ana Beatriz Prado.
São lançados Manuscritos de Felipa e Oráculos de maio. Participa, em maio, da série "O escritor por ele mesmo", no ISM-São Paulo. Em Belo Horizonte é apresentado, sob a direção de Rui Moreira, O sempre amor, espetáculo de dança de Teresa Ricco baseado em poemas da escritora.
Adélia costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Morando na pequena Divinópolis, cidade com aproximadamente 200.000 habitantes, estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, a moça que arruma a cozinha, a missa, um certo cheiro do mato, vizinhos, a gente de lá.
"Alguns personagens de poemas são vazados de pessoas da minha cidade, mas espero estejam transvazados no poema, nimbados de realidade. É pretensioso? Mas a poesia não é a revelação do real? Eu só tenho o cotidiano e meu sentimento dele. Não sei de alguém que tenha mais. O cotidiano em Divinópolis é igual ao de Hong-Kong, só que vivido em português."
Em 2000, estréia o monólogo Dona da casa, em São Paulo, adaptação de José Rubens Siqueira para Manuscritos de Felipa. A direção é de Georgette Fadel e Élida Marques interpreta Felipa.
Em 2001, apresenta no Sesi Rio de Janeiro e em outras cidades, sarau onde declama poesias de seu livro Oráculos de Maio acompanhada por um quarteto de cordas.
OBRAS:
Individuais
POESIA
- Bagagem, Imago - 1976
- O coração disparado, Nova Fronteira - 1978
- Terra de Santa Cruz, Nova Fronteira - 1981
- O pelicano, Rio de Janeiro - 1987
- A faca no peito, Rocco - 1988
- Oráculos de maio, Siciliano - 1999
PROSA
- Solte os cachorros, Nova Fronteira - 1979
- Cacos para um vitral, Nova Fronteira - 1980
- Os componentes da banda, Nova Fronteira - 1984
- O homem da mão seca, Siciliano - 1994
- Manuscritos de Felipa, Siciliano - 1999
- Filandras, Record - 2001
ANTOLOGIA
Mulheres & Mulheres, Nova Fronteira - 1978
Palavra de Mulher, Fontana - 1979
Contos Mineiros, Ática - 1984
Poesia Reunida, Siciliano - 1991 (Bagagem, O Coração Disparado, Terra de Santa Cruz, O pelicano e A faca no peito).
Antologia da poesia brasileira, Embaixada do Brasil em Pequim - 1994.
Prosa Reunida, Siciliano - 1999
BALÉ
- A Imagem Refletida - Balé do Teatro Castro Alves - Salvador - Bahia - Direção Artística de Antônio Carlos Cardoso. Poema escrito especialmente para a composição homônima de Gil Jardim.
Vem de antes do sol
A luz que em tua pupila me desenha.
Aceito amar-me assim
Refletida no olhar com que me vês.
Ó ventura beijar-te,
espelho que premido não estilhaça
e mais brilha porque chora
e choro de amor radia.
(Divinópolis, 1998).
Em parceria
A lapinha de Jesus (com Lázaro Barreto) - Vozes - 1969
Caminhos de solidariedade (com Lya Luft, Marcos Mendonça, et al.) - Gente- 2001.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Lou Andreas-Salomé
Lou Andreas-Salomé, também conhecida como Louise von Salomé (São Petesburgo, Rússia, 12 de fevereiro de 1861 – Göttingen, 5 de fevereiro de 1937) foi uma intelectual alemã, nascida na Rússia.
Lou Andreas-Salomé foi uma bela mulher que escandalizou a sociedade e quebrou regras morais. Teve vários amantes. Conheceu Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Rainer Maria Rilke, Paul Rée, entre outros grandes homens. Mulher sensível, tinha mito de sedutora.
A produção literária de Lou esteve sempre muito ligada aos seus envolvimentos amorosos e da relação com Rainer Maria Rilke, aos 36 anos, resultaram obras fundamentais da escritora como "A humanidade da mulher" e "Reflexões sobre o problema do amor".
Ouse, ouse... ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!
— Lou-Salomé
Lou Andreas-Salomé foi uma bela mulher que escandalizou a sociedade e quebrou regras morais. Teve vários amantes. Conheceu Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Rainer Maria Rilke, Paul Rée, entre outros grandes homens. Mulher sensível, tinha mito de sedutora.
A produção literária de Lou esteve sempre muito ligada aos seus envolvimentos amorosos e da relação com Rainer Maria Rilke, aos 36 anos, resultaram obras fundamentais da escritora como "A humanidade da mulher" e "Reflexões sobre o problema do amor".
Ouse, ouse... ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!
— Lou-Salomé
Anaïs Nin
Anaïs Nin (21 de fevereiro de 1903, Neuilly, perto de Paris - 14 de janeiro de 1977, Los Angeles) batizada Angela Anais Juana Antolina Rosa Edelmira Nin y Culmell, foi uma autora nascida na França, filha do compositor Joaquin Nin, cubano criado na Espanha e Rosa Culmell y Vigaraud,de origens cubana, francesa e dinamarquesa. Anaïs Nin tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte de seu marido Hugh Guiler.
Seus romances e narrativas, impregnados de conteúdo erótico foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. Dentre suas obras destaca-se Delta de Vênus (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e européia.
Foi realizado no cinema um filme, Henry & June, dirigido por Philip Kaufman, que falava do período que Anaïs Nin conheceu Henry Miller. Anaïs Nin foi interpretada pela atriz portuguesa Maria de Medeiros
Obras
Em busca de um homem sensível
Henry & June
Pequenos pássaros
A casa do incesto
Uma espiã na casa do amor
Fome de amor
Diários Íntimos
Delta de Vênus
Seus romances e narrativas, impregnados de conteúdo erótico foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. Dentre suas obras destaca-se Delta de Vênus (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e européia.
Foi realizado no cinema um filme, Henry & June, dirigido por Philip Kaufman, que falava do período que Anaïs Nin conheceu Henry Miller. Anaïs Nin foi interpretada pela atriz portuguesa Maria de Medeiros
Obras
Em busca de um homem sensível
Henry & June
Pequenos pássaros
A casa do incesto
Uma espiã na casa do amor
Fome de amor
Diários Íntimos
Delta de Vênus
Pompoarismo
O Pompoarismo é uma técnica oriental antiga, utilizada por mulheres, que consiste em contrair e relaxar a musculatura do períneo, a fim de explorar com maior intensidade a satisfação sexual, tanto sua como de seu parceiro.
Os exercícios básicos consistem na contração vaginal e na sucção vaginal. Para o domínio da técnica são realizados com o auxílio dos ben-wa, que consistem em pequenas bolas ligadas através de um cordão de nylon, conhecidas também como bolinhas tailandesas (no caso das mulheres), e na contração na musculatura no esfíncter e dos músculos do períneo (no caso dos homens).
É uma técnica milenar do Oriente. Nasceu na Índia e foi aperfeiçoado na Tailândia e no Japão. Os primeiros exercícios surgiram com uma transformação dos exaustivos exercícios tântricos preparatórios para o maituna (ritual do sexo sagrado).Essa transformação foi desenvolvida inicialmente pelas sacerdotisas dos templos da Grande Mãe para ser utilizada nos rituais de fertilidade. Com o passar do tempo a técnica foi se expandindo e tornando-se popular. Na Tailândia é costume passar a técnica de mãe para filha, assim como é costume que o futuro esposo pague um dote aos pais, e o valor depende da educação, dotes musicais e habilidades sexuais da futura esposa.
Ginástica semelhante foi desenvolvida na década de 50 pelo ginecologista Arnold Kegel. Em 1952 Kegel “desenvolveu” alguns exercícios para mulheres que tinham problema de incontinência urinária. Com pesquisas ele descobriu que o músculo pubococígeo estava fora de forma e não funcionava de maneira adequada. Exercitando esses músculos, o problema médico era resolvido e o potencial para sensações genitais e orgasmo era aumentado. Em parte porque o fluxo sangüíneo aumenta em músculos exercitados, e o aumento do fluxo de sangue está relacionado com a facilidade para excitação e orgasmo. Quando aumenta-se a força de um músculo, aumenta-se seu suprimento de sangue, o efeito colateral: o aumento do fluxo de sangue para a pelve implica níveis mais elevados de excitação e orgasmos mais intensos.
Hoje é indispensável entre as comercializadoras de sexo, que utilizam essa capacidade para sua promoção e espetáculos de “halterofilismo pompoarístico”, no qual mostram que podem fumar um cigarro colocado entre os lábios vaginais, sugar uma banana com a vagina e esmagá-la usando somente as contrações dos anéis musculares do fundo da vagina para frente, levantar objetos pesados, lançar objetos à distancia, abrir garrafas; sugar água, reté-la na vagina, dançar e depois liberar a água; sugar três tipos de água colorida, retê-las com os três anéis da vagina e depois liberá-las sem misturá-las
Fonte↑ LINS, Regina Navarro. BRAGA, Flávio. O Livro de Ouro do Sexo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005
O pompoar, no caso dos homens, está relacionado a levantar pequenos pesos, contraindo a musculatura do pênis a fim de obter melhores resultados sexuais
Os exercícios básicos consistem na contração vaginal e na sucção vaginal. Para o domínio da técnica são realizados com o auxílio dos ben-wa, que consistem em pequenas bolas ligadas através de um cordão de nylon, conhecidas também como bolinhas tailandesas (no caso das mulheres), e na contração na musculatura no esfíncter e dos músculos do períneo (no caso dos homens).
É uma técnica milenar do Oriente. Nasceu na Índia e foi aperfeiçoado na Tailândia e no Japão. Os primeiros exercícios surgiram com uma transformação dos exaustivos exercícios tântricos preparatórios para o maituna (ritual do sexo sagrado).Essa transformação foi desenvolvida inicialmente pelas sacerdotisas dos templos da Grande Mãe para ser utilizada nos rituais de fertilidade. Com o passar do tempo a técnica foi se expandindo e tornando-se popular. Na Tailândia é costume passar a técnica de mãe para filha, assim como é costume que o futuro esposo pague um dote aos pais, e o valor depende da educação, dotes musicais e habilidades sexuais da futura esposa.
Ginástica semelhante foi desenvolvida na década de 50 pelo ginecologista Arnold Kegel. Em 1952 Kegel “desenvolveu” alguns exercícios para mulheres que tinham problema de incontinência urinária. Com pesquisas ele descobriu que o músculo pubococígeo estava fora de forma e não funcionava de maneira adequada. Exercitando esses músculos, o problema médico era resolvido e o potencial para sensações genitais e orgasmo era aumentado. Em parte porque o fluxo sangüíneo aumenta em músculos exercitados, e o aumento do fluxo de sangue está relacionado com a facilidade para excitação e orgasmo. Quando aumenta-se a força de um músculo, aumenta-se seu suprimento de sangue, o efeito colateral: o aumento do fluxo de sangue para a pelve implica níveis mais elevados de excitação e orgasmos mais intensos.
Hoje é indispensável entre as comercializadoras de sexo, que utilizam essa capacidade para sua promoção e espetáculos de “halterofilismo pompoarístico”, no qual mostram que podem fumar um cigarro colocado entre os lábios vaginais, sugar uma banana com a vagina e esmagá-la usando somente as contrações dos anéis musculares do fundo da vagina para frente, levantar objetos pesados, lançar objetos à distancia, abrir garrafas; sugar água, reté-la na vagina, dançar e depois liberar a água; sugar três tipos de água colorida, retê-las com os três anéis da vagina e depois liberá-las sem misturá-las
Fonte↑ LINS, Regina Navarro. BRAGA, Flávio. O Livro de Ouro do Sexo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005
O pompoar, no caso dos homens, está relacionado a levantar pequenos pesos, contraindo a musculatura do pênis a fim de obter melhores resultados sexuais
Mulher Sereia
Mulher sedutora, meio mulher meio peixe, que outrora os pescadores acreditavam as terem visto em alto mar. Porém, só uma ou duas vezes na sua longa vida no mar, é que as viam, quando elas vinham à superfície. Principalmente naquelas noites escuras, de pouco luar, eles curiosos, com uma fraca luz de uma lanterna na mão iam espreitar. O sonido era forte, o barco rebentava com as ondas do mar, por onde o casco se movia. As velas fustigavam no mastro causava um som torturador.
As noites eram dormidas com sonhos encantados, pois dizia-se que uma sereia ao olhar para um homem o enfeitiçaria para todo o sempre.
As noites eram dormidas com sonhos encantados, pois dizia-se que uma sereia ao olhar para um homem o enfeitiçaria para todo o sempre.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Saiba como surgiu o Dia das Crianças
A criação do Dia das Crianças no Brasil foi sugerido pelo deputado federal Galdino do Valle Filho na década de 1920.
Arthur Bernardes, então presidente do Brasil, aprovou por meio do decreto de nº 4867, no dia 5 de novembro de 1924, a data de 12 de outubro como o dia dos pequenos.
O Dia das Crianças só passou a ser comemorado mesmo em 1960, quando a fábrica de brinquedos Estrela fez uma promoção junto com a empresa Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas.
A idéia das duas empresas deram tão certo que outros comerciantes resolveram adotar a mesma estratégia. E assim, dia 12 de outubro é dia de criança ganhar presente!
Dia das Crianças no Mundo
Muitos países comemoram o Dia das Crianças em outros dias do ano. Na Índia, é em 15 de novembro. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho. Na China e no Japão, a comemoração acontece em 5 de maio.
Dia Universal da Criança
A Organização das Nações Unidas, também conhecida como ONU, comemora o dia de todas as crianças do mundo em 20 de novembro. Foi nessa data que os países aprovaram a Declaração dos Direitos das Crianças.
Arthur Bernardes, então presidente do Brasil, aprovou por meio do decreto de nº 4867, no dia 5 de novembro de 1924, a data de 12 de outubro como o dia dos pequenos.
O Dia das Crianças só passou a ser comemorado mesmo em 1960, quando a fábrica de brinquedos Estrela fez uma promoção junto com a empresa Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas.
A idéia das duas empresas deram tão certo que outros comerciantes resolveram adotar a mesma estratégia. E assim, dia 12 de outubro é dia de criança ganhar presente!
Dia das Crianças no Mundo
Muitos países comemoram o Dia das Crianças em outros dias do ano. Na Índia, é em 15 de novembro. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho. Na China e no Japão, a comemoração acontece em 5 de maio.
Dia Universal da Criança
A Organização das Nações Unidas, também conhecida como ONU, comemora o dia de todas as crianças do mundo em 20 de novembro. Foi nessa data que os países aprovaram a Declaração dos Direitos das Crianças.
sábado, 10 de outubro de 2009
Cerimônias de Adeus
Há muito tempo que não saio tão convicta de ter encontrado um bom filme como o japonês “A Partida” (direção Yojiro Takita, 2008, Oscar de melhor filme estrangeiro de 2009). Um violoncelista fracassado decide voltar à cidade de origem, onde termina trabalhando em ritos funerários. É um trabalho socialmente mal visto, sente-se envergonhado, mas ao mesmo tempo vai encantando-se com ele. O jovem homem em questão vai aprendendo seu ofício com seu chefe, um mestre severo e bem humorado, que encara com muita seriedade o trabalho de lavar e vestir os cadáveres em presença dos familiares.
A sociedade japonesa nos fascina pelos seus rituais. Os ritos organizam uma sociedade, a escansão do cotidiano, quando muito rígidos nos escravizam, mas são muito úteis nos momentos traumáticos da vida, por isso são tão efetivos na morte. Neste caso, trata-se dos procedimentos de preparo do corpo antes de ser colocado no caixão. As cerimônias fúnebres retratadas no filme são pequenas crônicas da dor e nelas, junto com o aprendiz, vamos nos familiarizando com a morte, deixamos de vê-la como um tabu a ser evitado, aceitamos compreender-lhe as sutilezas.
Dizem que os profissionais que lidam com a dor dos homens se endurecem, discordo. Trabalhar lá onde está o sofrimento não nos torna imunes, apenas nos ensina que ele é muito mais complexo do que parece visto de fora . Ficar alheio aos assuntos indigestos, difíceis de encarar, é para quem pode e quer. Quem busca um ofício que exige aproximar-se do que outros evitam é porque não consegue ignorar certa dimensão do sofrimento humano, neste caso, a existência de um cadáver, a morte. Nosso trabalho nos revela.
Enquanto aprende o ofício, o jovem agente funerário do filme vai elaborando a morte da mãe, a cujo enterro não pode comparecer, e o desaparecimento do pai, que foi embora quando ele tinha seis anos e nunca mais voltou. Como se vê, um determinado ofício nos fisga já que nele temos mais tarefas a desempenhar do que o trabalho em si que estamos realizando. Isso é a descoberta de uma vocação, um trabalho que trabalha em nós aquilo que precisa ser encenado, vivido, elaborado. Devíamos lembrar-nos disso ao escolher uma profissão, um emprego.
Em muitos enterros do filme, os vivos agradecem aos mortos. É um hábito que não temos, mas que nos faria muito bem poder recorrer a ele. A troca de gentilezas na sociedade japonesa é fundamental: presentes devem ser retribuídos à altura, gestos e palavras idem, isso é para eles um ciclo de obrigações sem fim, mas também os deixa com menos pendências. Seria bom poder agradecer aos mortos o afeto e os favores recebidos. Em geral, nada dizemos, por falta de costume, e para sempre nos sentimos culpados de ingratidão.
A sociedade japonesa nos fascina pelos seus rituais. Os ritos organizam uma sociedade, a escansão do cotidiano, quando muito rígidos nos escravizam, mas são muito úteis nos momentos traumáticos da vida, por isso são tão efetivos na morte. Neste caso, trata-se dos procedimentos de preparo do corpo antes de ser colocado no caixão. As cerimônias fúnebres retratadas no filme são pequenas crônicas da dor e nelas, junto com o aprendiz, vamos nos familiarizando com a morte, deixamos de vê-la como um tabu a ser evitado, aceitamos compreender-lhe as sutilezas.
Dizem que os profissionais que lidam com a dor dos homens se endurecem, discordo. Trabalhar lá onde está o sofrimento não nos torna imunes, apenas nos ensina que ele é muito mais complexo do que parece visto de fora . Ficar alheio aos assuntos indigestos, difíceis de encarar, é para quem pode e quer. Quem busca um ofício que exige aproximar-se do que outros evitam é porque não consegue ignorar certa dimensão do sofrimento humano, neste caso, a existência de um cadáver, a morte. Nosso trabalho nos revela.
Enquanto aprende o ofício, o jovem agente funerário do filme vai elaborando a morte da mãe, a cujo enterro não pode comparecer, e o desaparecimento do pai, que foi embora quando ele tinha seis anos e nunca mais voltou. Como se vê, um determinado ofício nos fisga já que nele temos mais tarefas a desempenhar do que o trabalho em si que estamos realizando. Isso é a descoberta de uma vocação, um trabalho que trabalha em nós aquilo que precisa ser encenado, vivido, elaborado. Devíamos lembrar-nos disso ao escolher uma profissão, um emprego.
Em muitos enterros do filme, os vivos agradecem aos mortos. É um hábito que não temos, mas que nos faria muito bem poder recorrer a ele. A troca de gentilezas na sociedade japonesa é fundamental: presentes devem ser retribuídos à altura, gestos e palavras idem, isso é para eles um ciclo de obrigações sem fim, mas também os deixa com menos pendências. Seria bom poder agradecer aos mortos o afeto e os favores recebidos. Em geral, nada dizemos, por falta de costume, e para sempre nos sentimos culpados de ingratidão.
Água com açúcar e sangue
Cada fenômeno editorial fala de seu tempo. Se um livro vende mais de 55 milhões de exemplares, provoca furor entre adolescentes e, outros mais crescidos, convém investigar-lhe os segredos, certamente revelam algo nosso.
A série de romances da americana Stephenie Meyer, iniciada com Crepúsculo, estendida ao longo dos quatro gordos volumes já publicados, reencontra um ávido público leitor da mesma faixa etária que aclamou Harry Potter uma década atrás. Enquanto Rowling resgatou o valor da magia, o sucesso desta série nos revela overdoses de romantismo.
Trata-se da história de Bella, uma menina comum, pais separados, desajeitada e sonhadora, que chega a uma cidade do interior dos EUA para morar com seu pai. Novata, ela tem seu coração disputado por vários meninos e finalmente o entrega a Edward, um vampiro de 17 eternos anos, lindo e com super-poderes, que a salva constantemente de perigos. Além disso, ele considera que seu sangue é o cheiro mais irresistível que ele sentiu nos últimos séculos, mas se detém, num erotismo contido. Afinal, ele pertence a uma família que não bebe sangue humano. Mas há os vampiros tradicionais e eles também consideram o cheiro de Bella apetitoso. São centenas de páginas de paixão e exaltação das qualidades de Edward, que é tão poderoso como amante dedicado. Misture isso com desentendimentos, desencontros, lutas entre vampiros bons e maus e acrescente lobisomens. No centro dessas as contendas, está sempre a irresistível Bella, como se Tróia não fosse mais do que uma disputa por Helena.
Mais do que um romance para meninas, o que temos aqui é o protagonismo feminino, cada vez mais comum na literatura infanto-juvenil, e a força de ideais de sensibilidade que outrora eram restritos às mulheres. Muitos meninos também lêem essas histórias e sentem-se representados pelos poderosos vampiros e lobisomens, príncipes sobrenaturais. Por mais que falem na leviandade das novas gerações, expostas a muita sexualidade explícita, observamos surpresos que o romantismo voltou. Meyer aponta para algo novo: a liberdade das mulheres, sua crescente influência nas idéias dominantes, estende seu poder para o discurso amoroso das novas gerações. Sonhadores, meninos e meninas valorizam a necessidade de dar tempo e espaço à sedução, aos jogos de esconde-esconde, à tortuosa e conflitiva iniciação sexual. Com a carnalidade de açougue da “ficação” dos jovens, convivem sonhos que bem conviriam a Romeu e Julieta. Nem tudo é tão simples como parece.
Fonte Diana Corso
A série de romances da americana Stephenie Meyer, iniciada com Crepúsculo, estendida ao longo dos quatro gordos volumes já publicados, reencontra um ávido público leitor da mesma faixa etária que aclamou Harry Potter uma década atrás. Enquanto Rowling resgatou o valor da magia, o sucesso desta série nos revela overdoses de romantismo.
Trata-se da história de Bella, uma menina comum, pais separados, desajeitada e sonhadora, que chega a uma cidade do interior dos EUA para morar com seu pai. Novata, ela tem seu coração disputado por vários meninos e finalmente o entrega a Edward, um vampiro de 17 eternos anos, lindo e com super-poderes, que a salva constantemente de perigos. Além disso, ele considera que seu sangue é o cheiro mais irresistível que ele sentiu nos últimos séculos, mas se detém, num erotismo contido. Afinal, ele pertence a uma família que não bebe sangue humano. Mas há os vampiros tradicionais e eles também consideram o cheiro de Bella apetitoso. São centenas de páginas de paixão e exaltação das qualidades de Edward, que é tão poderoso como amante dedicado. Misture isso com desentendimentos, desencontros, lutas entre vampiros bons e maus e acrescente lobisomens. No centro dessas as contendas, está sempre a irresistível Bella, como se Tróia não fosse mais do que uma disputa por Helena.
Mais do que um romance para meninas, o que temos aqui é o protagonismo feminino, cada vez mais comum na literatura infanto-juvenil, e a força de ideais de sensibilidade que outrora eram restritos às mulheres. Muitos meninos também lêem essas histórias e sentem-se representados pelos poderosos vampiros e lobisomens, príncipes sobrenaturais. Por mais que falem na leviandade das novas gerações, expostas a muita sexualidade explícita, observamos surpresos que o romantismo voltou. Meyer aponta para algo novo: a liberdade das mulheres, sua crescente influência nas idéias dominantes, estende seu poder para o discurso amoroso das novas gerações. Sonhadores, meninos e meninas valorizam a necessidade de dar tempo e espaço à sedução, aos jogos de esconde-esconde, à tortuosa e conflitiva iniciação sexual. Com a carnalidade de açougue da “ficação” dos jovens, convivem sonhos que bem conviriam a Romeu e Julieta. Nem tudo é tão simples como parece.
Fonte Diana Corso
As piores Cantadas..
As piores cantadas do mundo
Estar solteira é saber lidar com situações dificies como enfrentar uma festa de casamento, ir a 500 chá de fraldas, aguentar as tias ligando pra perguntar quando você vai casar...Agora, no TOP 10 das piores coisas de estar solteira está aquela coisa auditiva chamada "as piores cantadas do mundo!"
Se um dia tivesse uma dádiva divina, pediria que os homens ainda na infância fossem treinados para não abrir a boca na hora errada.
Algumas pérolas...
Da série familia:
- O teu pai é ladrão?
- Não.
- Então como é que ele roubou o brilho das estrelas e colocou nos seus olhos?
---
- Me empresta uma ficha?
- Pra quê?
- Quero ligar pra minha mãe e dizer que acabei de encontrar a
mulher dos meus sonhos.
Da série sem noção:
Bonito sapato. Quer transar?
Posso te dar uma cantada?
Sabe, se a gente cortar os teus braços, vai ficar igual à Vênus de Milo.
Se eu te dissesse que tem um lindo corpo, você o apertaria junto ao meu?
Tá quente aqui ou é só você?
- Pode me informar um caminho?
- Pra onde?
- Pro seu coração.
Eu acho que, além de lidar com a própria larica existencial, nenhuma mulher merece ouvir coisas como estas
Pronto. Falei.
Cantadas são a parte FUNDAMENTAL do negócio. É como Buchecha com Claudinho, avião com asa, essas coisas todas.
Adianta um cara que chega a doer de tão lindo, mas tem uma péssima cantada?
Por falar em declarações inusitadas... o mundo ta cheio disso...
Muitos homens são lindos de boca fechada!!!
Estar solteira é saber lidar com situações dificies como enfrentar uma festa de casamento, ir a 500 chá de fraldas, aguentar as tias ligando pra perguntar quando você vai casar...Agora, no TOP 10 das piores coisas de estar solteira está aquela coisa auditiva chamada "as piores cantadas do mundo!"
Se um dia tivesse uma dádiva divina, pediria que os homens ainda na infância fossem treinados para não abrir a boca na hora errada.
Algumas pérolas...
Da série familia:
- O teu pai é ladrão?
- Não.
- Então como é que ele roubou o brilho das estrelas e colocou nos seus olhos?
---
- Me empresta uma ficha?
- Pra quê?
- Quero ligar pra minha mãe e dizer que acabei de encontrar a
mulher dos meus sonhos.
Da série sem noção:
Bonito sapato. Quer transar?
Posso te dar uma cantada?
Sabe, se a gente cortar os teus braços, vai ficar igual à Vênus de Milo.
Se eu te dissesse que tem um lindo corpo, você o apertaria junto ao meu?
Tá quente aqui ou é só você?
- Pode me informar um caminho?
- Pra onde?
- Pro seu coração.
Eu acho que, além de lidar com a própria larica existencial, nenhuma mulher merece ouvir coisas como estas
Pronto. Falei.
Cantadas são a parte FUNDAMENTAL do negócio. É como Buchecha com Claudinho, avião com asa, essas coisas todas.
Adianta um cara que chega a doer de tão lindo, mas tem uma péssima cantada?
Por falar em declarações inusitadas... o mundo ta cheio disso...
Muitos homens são lindos de boca fechada!!!
Sindrome de Cinderela?
Você está bem no trabalho, cheia de amigos queridos, um namorado legal, roupas novas no armário não faltam, comprou aquele sapato tudo que era indispensável no seu look, mas “não está feliz” ...
Poxa!@$#%#$%¨%¨&¨&*&!!!!!!! Por que temos que viver sempre um dramalhão mexicano? (perdoem me meus amigos mexicanos, but...)
Por que tudo em nossas vidas tem que ser como nos filmes? Nosso dia-a-dia tem que ser lindo, belíssimo...
Queremos sempre que TUDO nos tire o fôlego, nos quebre as pernas com tremores tolos, nos encha os olhos de lágrimas no momento do gozo.
Dios! Será que não dá pra ficar felizinha com o que tem? Não falo de conformismo, estagnação, mas de levar as conquistas diárias como brilhantes e exuberantes troféus ganhos num campeonato onde você está sempre competindo com você mesma!
Seria isso um resquício de adolescência? Seria isso a tal síndrome de Cinderela?
Poxa!@$#%#$%¨%¨&¨&*&!!!!!!! Por que temos que viver sempre um dramalhão mexicano? (perdoem me meus amigos mexicanos, but...)
Por que tudo em nossas vidas tem que ser como nos filmes? Nosso dia-a-dia tem que ser lindo, belíssimo...
Queremos sempre que TUDO nos tire o fôlego, nos quebre as pernas com tremores tolos, nos encha os olhos de lágrimas no momento do gozo.
Dios! Será que não dá pra ficar felizinha com o que tem? Não falo de conformismo, estagnação, mas de levar as conquistas diárias como brilhantes e exuberantes troféus ganhos num campeonato onde você está sempre competindo com você mesma!
Seria isso um resquício de adolescência? Seria isso a tal síndrome de Cinderela?
Como saber se o cara não está a fim de você...
Primeiro e melhor sinal de todos: Ele não liga, não manda email, não manda sms, não deixa recado no Orkut, não Twitta nada relacionado a você, não manda sequer um sinal de fumaça...É obvio que ele não está a fim de você, queridinha! Aquele velho ditado....quem não é visto não é lembrado!
2º - Segundo: Ele te chama de querida quando vocês se encontram...
3º - Ele te ignora durante conversas em grupo (ah! isso é sacanagem! poxa! Cafajeste!!)
4º - Ele te chama pra sair e quando você entra no carro tem mais 3 pessoas...
5º - Quando você liga ele diz que está ocupado mas já retorna...no dia do goleiro!
6º - Em uma festa de amigos ele ataca a sua amiga...As mais psicóticas apostam que isso é uma forma de "causar ciumes" e apimentar "o relacionamento". Uma dica que eu dou para quem se identificou com este item é procurar um psicoterapeuta!
7º - Ele fala com você sobre as mulheres que está transando. As mais psicóticas acreditam que isto é um sinal. Na verdade ele está dando dicas de como ele gosta de transar... Uma dica que eu dou pra quem se identificou com este item é ir direto a um hospital psiquiátrico...
Gente! Quando o homem está a fim ele vai ligar, vai mandar sms, vai mandar email, vai chamar pra jantar, pra ir tomar café, pra ver a lua, pra ir ao cinema...Vai manter contato SEMPRE! Ok? ok2? ok3?
Quer outros itens? Corre pro cinema! Mesmo sendo cheio de clichés o filme é uma "ferramenta" de autoanalise.
Vale a pena pra quem anda com alguma expectativa...
Ah sim! Expectation leads to frustration!
Controla a ansiedade, não come chocolate e se ama muito! Amor atraí amor...sacou?
2º - Segundo: Ele te chama de querida quando vocês se encontram...
3º - Ele te ignora durante conversas em grupo (ah! isso é sacanagem! poxa! Cafajeste!!)
4º - Ele te chama pra sair e quando você entra no carro tem mais 3 pessoas...
5º - Quando você liga ele diz que está ocupado mas já retorna...no dia do goleiro!
6º - Em uma festa de amigos ele ataca a sua amiga...As mais psicóticas apostam que isso é uma forma de "causar ciumes" e apimentar "o relacionamento". Uma dica que eu dou para quem se identificou com este item é procurar um psicoterapeuta!
7º - Ele fala com você sobre as mulheres que está transando. As mais psicóticas acreditam que isto é um sinal. Na verdade ele está dando dicas de como ele gosta de transar... Uma dica que eu dou pra quem se identificou com este item é ir direto a um hospital psiquiátrico...
Gente! Quando o homem está a fim ele vai ligar, vai mandar sms, vai mandar email, vai chamar pra jantar, pra ir tomar café, pra ver a lua, pra ir ao cinema...Vai manter contato SEMPRE! Ok? ok2? ok3?
Quer outros itens? Corre pro cinema! Mesmo sendo cheio de clichés o filme é uma "ferramenta" de autoanalise.
Vale a pena pra quem anda com alguma expectativa...
Ah sim! Expectation leads to frustration!
Controla a ansiedade, não come chocolate e se ama muito! Amor atraí amor...sacou?
Chega de hedonistas solitários!
Isso mesmo! Chega de solteiros loucos por sexo casual, noites de bebederias e festas intermináveis!
A onda agora é casar! Olha que história divertida e fofinha! O casal Lari e Rô, de São Paulo, montaram um blog pra arrecadar fundos para o casamento!
Quem quiser ajudar www.desencalhamos.com
Vamos lá solteiras! Ajudem os pombinhos!
A onda agora é casar! Olha que história divertida e fofinha! O casal Lari e Rô, de São Paulo, montaram um blog pra arrecadar fundos para o casamento!
Quem quiser ajudar www.desencalhamos.com
Vamos lá solteiras! Ajudem os pombinhos!
Adorei esse post..
Como chicotear o inverno?
E de repente ele chegou, assim, como quem não quer nada. E foi esfriando, esfriando, quase congelou.
E você, com aquela sua melancolia, não sente a mínima saudade do verão...
Eu odeio o verão. No verão todos somos lascivos, suados, ficamos rodeados por festeiros que esperam o sol raiar para dizer a velha frase: O amanhecer é o preço que que o boêmio paga por viver no sistema solar.
Acho que poderíamos alterar esta frase e dizer: O inverno é o preço que o solteiro paga por viver no sistema matrimonial ocidental. Não existe pior estação do que o inverno para quem anda procurando um cobertor de orelha. De que jeito achar um cobertor se o cobertor não sai de casa? Respostas...alguem?
A estação dos capuccinos ao sol, das tardes de chimarrão perto da lareira, dos vinhos tintos... God! Que estação maldita para quem está com um frio coração quente totalmente em reconstrução.
Não sabia como compartilhar com vocês minhas resoluções invernais, então ficam aqui algumas dicas:
# Se você está solteiro SAIA CORRENDO e dê uma de FORREST quando um programa do tipo "jantinha com casal de amigos" surgir.
# Nada de escutar músicas tristes. Liga o modo "moro no Caribe" [ON] e tenta não pensar no ex, no anterior ao ex e no que não deu certo pois nunca seria futuro. Musica triste + inverno = depresão.
# Se sobrar um dinheirinho ou tiver limite no cartão: pegue um avião e curta dias no Sudoeste, Centroeste, Nordeste. Qualquer lugar onde camisetas e vestidos posam entrar na mala.
# Começe uma aula nova. Ioga, axé, tango, inglês, espahol, reiki, meditação transcendental, economia doméstica, como domesticar seu gato indomestícavel, etc, etc, etc. Aulas de qualquer tipo são ótimas para abrir novos caminhos...e acabar com a melancolia invernal.
# Promova festas em casa com seus amigos solteiros. Uma ótima é fazer uma festa blind date. Chame só amigos solteiros e solteiras que chamam 1 amigo (a) cada um. Muito bom!
# Quando nada disso funcionar: chame seu "amigo". Sim, aquele que sempre está ali quando você liga, quando você está carente. Não sinta culpa. Certamente até a Madonna tem um amigo assim...Ai Jesus!
Estas coisas do inverno, este feeling que nos enche de preguiça na hora de sair de casa...não digo que ele seja ruim.
O inverno é bom, mas se ele te deixa triste pega um chicote e chicoteia!
Alegre seu dia! Escute música boa!
E de repente ele chegou, assim, como quem não quer nada. E foi esfriando, esfriando, quase congelou.
E você, com aquela sua melancolia, não sente a mínima saudade do verão...
Eu odeio o verão. No verão todos somos lascivos, suados, ficamos rodeados por festeiros que esperam o sol raiar para dizer a velha frase: O amanhecer é o preço que que o boêmio paga por viver no sistema solar.
Acho que poderíamos alterar esta frase e dizer: O inverno é o preço que o solteiro paga por viver no sistema matrimonial ocidental. Não existe pior estação do que o inverno para quem anda procurando um cobertor de orelha. De que jeito achar um cobertor se o cobertor não sai de casa? Respostas...alguem?
A estação dos capuccinos ao sol, das tardes de chimarrão perto da lareira, dos vinhos tintos... God! Que estação maldita para quem está com um frio coração quente totalmente em reconstrução.
Não sabia como compartilhar com vocês minhas resoluções invernais, então ficam aqui algumas dicas:
# Se você está solteiro SAIA CORRENDO e dê uma de FORREST quando um programa do tipo "jantinha com casal de amigos" surgir.
# Nada de escutar músicas tristes. Liga o modo "moro no Caribe" [ON] e tenta não pensar no ex, no anterior ao ex e no que não deu certo pois nunca seria futuro. Musica triste + inverno = depresão.
# Se sobrar um dinheirinho ou tiver limite no cartão: pegue um avião e curta dias no Sudoeste, Centroeste, Nordeste. Qualquer lugar onde camisetas e vestidos posam entrar na mala.
# Começe uma aula nova. Ioga, axé, tango, inglês, espahol, reiki, meditação transcendental, economia doméstica, como domesticar seu gato indomestícavel, etc, etc, etc. Aulas de qualquer tipo são ótimas para abrir novos caminhos...e acabar com a melancolia invernal.
# Promova festas em casa com seus amigos solteiros. Uma ótima é fazer uma festa blind date. Chame só amigos solteiros e solteiras que chamam 1 amigo (a) cada um. Muito bom!
# Quando nada disso funcionar: chame seu "amigo". Sim, aquele que sempre está ali quando você liga, quando você está carente. Não sinta culpa. Certamente até a Madonna tem um amigo assim...Ai Jesus!
Estas coisas do inverno, este feeling que nos enche de preguiça na hora de sair de casa...não digo que ele seja ruim.
O inverno é bom, mas se ele te deixa triste pega um chicote e chicoteia!
Alegre seu dia! Escute música boa!
A MONTANHA MÁGICA DOS CÁTAROS
Creio que uma das mais belas regiões do mundo é o Languedoc, uma parte dos Pirineus que se encontra ao sudoeste da França. Já estive ali algumas vezes, e fico impressionado com seus vales, montanhas, vegetação, rios. Entretanto, como o ser humano é absolutamente imprevisível, foi justamente nesse lugar magnífico que nasceu a primeira grande “heresia” européia: o catarismo.
Muitos livros já foram escritos sobre o tema: entretanto, é possível resumir a filosofia cátara em uma simples frase: o Universo foi criado pelo demônio. Toda esta beleza aparente é uma obra diabólica.
Segundo a enciclopédia, eles eram dualistas e acreditavam na existência de dois deuses, um do bem (Deus) e outro do mal (Satã), que teria criado o mundo material. Por causa disso, tinham voto de castidade, não pretendiam procriar e dar mais adeptos ao diabo. Chamavam a si mesmos de “perfeitos”, e estavam dispostos ao martírio para provar a importância de sua crença. O final simbólico do movimento, que desencadeou as primeiras cruzadas que se tem notícia, deu-se no dia 15 de março de 1244 na fortaleza de Montségur: depois de um prolongado sítio, onde lhes foi oferecido à conversão ao catolicismo ou à morte, aproximadamente 250 “perfeitos”, homens, mulheres e crianças, desceram a montanha cantando e se atiraram às chamas da fogueira acesa especialmente para isso.
Durante muito tempo me interessei pelo catarismo. Em 1989, conheci Brida O’Fern (mais tarde, personagem de um livro meu) que tinha sido cátara em uma encarnação passada. No início daquele mesmo ano havia conhecido Mônica Antunes, na época apenas minha amiga, e hoje minha amiga e agente.
Como eu precisava, por razões espirituais, fazer o caminho cátaro (uma trilha que liga os castelos/fortalezas dos “perfeitos”) convidei-a para participar de um trecho do percurso.
Mônica e eu chegamos aos pés da montanha de Montségur em uma tarde de agosto. Tínhamos planejado subi-la no dia seguinte, e depois do jantar fomos conversar no lugar onde a tal fogueira havia sido acesa, quase 800 anos antes (um insignificante monumento marca o local). O tempo estava fechado, nuvens tão baixas que não conseguíamos nem mesmo ver as ruínas no alto da gigantesca rocha. Apenas para provocar Mônica, disse que talvez fosse interessante subir naquela mesma noite. Ela disse que não, e eu fiquei aliviado: imagine se tivesse dito que sim?
Neste momento, para um carro, da mesma marca e da mesma cor que o meu. Desce um irlandês, e pergunta – como se fôssemos da região – por onde se pode escalar a rocha. Sugiro que faça isso conosco no dia seguinte, mas ele está decidido a subir naquela mesma noite: pretende ver o nascer do sol lá em cima, diz que talvez tenha sido cátaro em uma vida passada. Será que poderíamos lhe emprestar uma lanterna?
E tudo parece se encaixar: Brida, a obrigação de fazer o caminho cátaro, a brincadeira minutos antes com Mônica, e agora aquele sujeito ali, com um carro igual ao meu. É um sinal. Vou até o hotel na aldeia onde estamos hospedados, e consigo uma lanterna – a única que existe.
Mônica parece assustada, mas eu afirmo que devemos seguir adiante. Sinais são os sinais, digo. O recém-chegado pergunta onde está o caminho. Não importa, respondo, basta subir. O caminho é para cima.
E durante um tempo que não consigo me lembrar, nós três escalamos à noite uma montanha que não conhecíamos, e que a névoa só permitia ver alguns palmos adiante. Finalmente, cruzamos as nuvens, o céu se enche de estrelas, a lua está cheia, e diante de nós, a porta da fortaleza de Montségur.
Entramos, contemplamos as ruínas. Eu olho a beleza do firmamento, me pergunto como chegamos ali sem qualquer acidente, mas acho melhor parar com perguntas e apenas admirar o milagre. Os cátaros contemplavam este mesmo céu, e mesmo assim achavam que todas estas estrelas eram obra do demônio. Jamais compreenderei os cátaros, embora respeite a integridade como se dedicavam à sua fé.
Voltei a Montségur e subi a montanha outras vezes, mas nunca mais consegui encontrar o caminho que usamos naquela noite de agosto de 1989.
Mistérios existem.
Paulo Coelho
Guerreiro da Luz, publicação de www.paulocoelho.com.br
Muitos livros já foram escritos sobre o tema: entretanto, é possível resumir a filosofia cátara em uma simples frase: o Universo foi criado pelo demônio. Toda esta beleza aparente é uma obra diabólica.
Segundo a enciclopédia, eles eram dualistas e acreditavam na existência de dois deuses, um do bem (Deus) e outro do mal (Satã), que teria criado o mundo material. Por causa disso, tinham voto de castidade, não pretendiam procriar e dar mais adeptos ao diabo. Chamavam a si mesmos de “perfeitos”, e estavam dispostos ao martírio para provar a importância de sua crença. O final simbólico do movimento, que desencadeou as primeiras cruzadas que se tem notícia, deu-se no dia 15 de março de 1244 na fortaleza de Montségur: depois de um prolongado sítio, onde lhes foi oferecido à conversão ao catolicismo ou à morte, aproximadamente 250 “perfeitos”, homens, mulheres e crianças, desceram a montanha cantando e se atiraram às chamas da fogueira acesa especialmente para isso.
Durante muito tempo me interessei pelo catarismo. Em 1989, conheci Brida O’Fern (mais tarde, personagem de um livro meu) que tinha sido cátara em uma encarnação passada. No início daquele mesmo ano havia conhecido Mônica Antunes, na época apenas minha amiga, e hoje minha amiga e agente.
Como eu precisava, por razões espirituais, fazer o caminho cátaro (uma trilha que liga os castelos/fortalezas dos “perfeitos”) convidei-a para participar de um trecho do percurso.
Mônica e eu chegamos aos pés da montanha de Montségur em uma tarde de agosto. Tínhamos planejado subi-la no dia seguinte, e depois do jantar fomos conversar no lugar onde a tal fogueira havia sido acesa, quase 800 anos antes (um insignificante monumento marca o local). O tempo estava fechado, nuvens tão baixas que não conseguíamos nem mesmo ver as ruínas no alto da gigantesca rocha. Apenas para provocar Mônica, disse que talvez fosse interessante subir naquela mesma noite. Ela disse que não, e eu fiquei aliviado: imagine se tivesse dito que sim?
Neste momento, para um carro, da mesma marca e da mesma cor que o meu. Desce um irlandês, e pergunta – como se fôssemos da região – por onde se pode escalar a rocha. Sugiro que faça isso conosco no dia seguinte, mas ele está decidido a subir naquela mesma noite: pretende ver o nascer do sol lá em cima, diz que talvez tenha sido cátaro em uma vida passada. Será que poderíamos lhe emprestar uma lanterna?
E tudo parece se encaixar: Brida, a obrigação de fazer o caminho cátaro, a brincadeira minutos antes com Mônica, e agora aquele sujeito ali, com um carro igual ao meu. É um sinal. Vou até o hotel na aldeia onde estamos hospedados, e consigo uma lanterna – a única que existe.
Mônica parece assustada, mas eu afirmo que devemos seguir adiante. Sinais são os sinais, digo. O recém-chegado pergunta onde está o caminho. Não importa, respondo, basta subir. O caminho é para cima.
E durante um tempo que não consigo me lembrar, nós três escalamos à noite uma montanha que não conhecíamos, e que a névoa só permitia ver alguns palmos adiante. Finalmente, cruzamos as nuvens, o céu se enche de estrelas, a lua está cheia, e diante de nós, a porta da fortaleza de Montségur.
Entramos, contemplamos as ruínas. Eu olho a beleza do firmamento, me pergunto como chegamos ali sem qualquer acidente, mas acho melhor parar com perguntas e apenas admirar o milagre. Os cátaros contemplavam este mesmo céu, e mesmo assim achavam que todas estas estrelas eram obra do demônio. Jamais compreenderei os cátaros, embora respeite a integridade como se dedicavam à sua fé.
Voltei a Montségur e subi a montanha outras vezes, mas nunca mais consegui encontrar o caminho que usamos naquela noite de agosto de 1989.
Mistérios existem.
Paulo Coelho
Guerreiro da Luz, publicação de www.paulocoelho.com.br
Marcadores:
cataros,
frança,
montanha,
paulo coelho,
pirineus
PARA SER FELIZ NO AMOR ....
1. O amor é um sentimento que faz parte da "felicidade democrática", aquela que é acessível a todos nós. É democrática a felicidade que deriva de nos sentirmos pessoas boas, corajosas, ousadas, etc. A "felicidade aristocrática" deriva de sensações de prazer possíveis apenas para poucos: riqueza material, fama, beleza extraordinária. Felicidade aristocrática tem a ver com a vaidade e é geradora inevitável de violência em virtude da inveja que a grande maioria sentirá da ínfima minoria.
2. É difícil definir felicidade: podemos, de modo simplificado, dizer que uma pessoa é feliz quando é capaz de usufruir sem grande culpa os momentos de prazer e de aceitar com serenidade as inevitáveis fases de sofrimento. É impossível nos sentirmos felizes o tempo todo, mas os períodos de felicidade correspondem à sensação de que nada nos falta, de que o tempo poderia parar naquele ponto do filme da vida.
3. Apesar de ser acessível a todos, o fato é que são muito raras as pessoas que são bem sucedidas no amor. Ou seja, deve existir um bom número de requisitos a serem preenchidos para que um bom encontro aconteça. Não tem sentido pensar que a felicidade sentimental se dê por acaso; não é bom subestimar as dificuldades que podemos encontrar para chegar ao que pretendemos; as simplificações fazem parte das estratégias de enganar pessoas crédulas.
4. O primeiro passo para a felicidade sentimental consiste em aprendermos a ficar razoavelmente bem sozinhos. Trata-se de um aprendizado e requer treinamento, já que nossa cultura não nos estimula a isso. Temos que nos esforçar muito, já que os primeiros dias de solidão podem ser muito sofridos. Com o passar do tempo aprendemos a nos entreter com nossos pensamentos, com leituras, música, filmes, internet, etc. Aprendemos a nos aproximar de pessoas novas e até mesmo a comer sozinhos. Pessoas capazes de ficar bem consigo mesmas são menos ansiosas e podem esperar com mais sabedoria a chegada de amigos e parceiros sentimentais adequados.
5. Temos que aprender a definir com precisão nossos sentimentos. Nós pensamos por meio das palavras e se as usarmos com mais de um sentido poderemos nos enganar com grande facilidade. Cito, a seguir, alguns dos conceitos que tenho usado e o sentido que a eles atribuo. Amor é o sentimento que temos por alguém cuja presença nos provoca a sensação de paz e aconchego. O aconchego representa a neutralização do vazio, da sensação de desamparo que vivenciamos desde o momento do nascimento. O aconchego é um "prazer negativo", ou seja, a neutralização de uma dor que existia - nos leva de uma condição negativa para a de neutralidade. Amizade é o sentimento que temos por alguém cuja presença nos provoca algum aconchego e cuja conversa e modo de ser nos encanta. Segundo essa definição, a amizade é sentimento mais rico do que o amor, já que a pessoa que nos provoca o aconchego - apesar de que menos intenso e, por isso mesmo, gerador de menor dependência - é muito especial e despertanossa admiração pelo modo como se comporta moral e intelectualmente. Sexo é uma agradável sensação de excitação derivada da estimulação das zonas erógenas, de estímulos visuais e mesmo de devaneios envolvendo jogo de sedução e trocas de carícias tácteis. É evidente que a sexualidade envolve questões muito complexas, que não cabe aqui discutir. Quero apenas enfatizar que sexo e amor correspondem a fenômenos completamente diferentes, sendo que o amor está relacionado com o "prazer negativo" do aconchego e o sexo é "prazer positivo", já que nos excitamos e nos sentimos bem mesmo quando não estávamos mal; o amor nos leva do negativo para o zero, ao passo que o sexo nos leva do zero para o positivo. Amor, sexo e amizade podem existir separadamente e também podem coexistir. A mesma pessoa pode nos provocar aconchego e desejo sexual mesmo sem nos encantar intelectualmente; nesse caso, falamos de amor e de sexo. Podemos estabelecer um elo de amizade e sexo sem o envolvimento maiordo amor. Podemos vivenciar o sexo em estado puro, assim como o amor - como é o caso do amor que podemos sentir por nossa mãe, que independe de suas peculiaridades intelectuais e não tem nada a ver com o sexo.
6. A escolha amorosa adequada se faz quando o outro nos desperta o amor, a amizade e o interesse sexual. A essa condição tenho chamado de +amor, mais do que amor. Amigos são escolhidos de modo sofisticado e de acordo com afinidades de caráter, temperamento, interesses e projetos de vida (falo dos poucos amigos íntimos e não dos inúmeros conhecidos que temos). A escolha amorosa deverá seguir os mesmos critérios, sendo que a escolha depende também de um ingrediente desconhecido e indecifrável - porque escolhemos esse e não aquele parceiro? Não é raro que no início do processo de intimidade a sexualidade não se manifeste em toda sua intensidade. Isso não deve ser motivo de preocupação, já que faz parte dos medos que todos temos quando estamos diante de alguém que nos encanta de modo especial.
7. O medo relacionado com o encantamento amoroso é que determina o estado que chamamos de paixão: paixão é amor mais medo! Temos medo de perder aquela pessoa tão especial e do sofrimento que, nessa condição, teríamos. Temos medo de nos aproximarmos muito dela e de nos diluirmos e nos perdermos de nós mesmos em virtude de seus encantos. Temos enorme medo da felicidade, já que em todos nós os momentos extraordinários se associam imediatamente à sensação de que alguma tragédia irá nos alcançar - o que, felizmente, corresponde a uma fobia, ou seja, um medo sem fundamento real. As fobias existem em função de condicionamentos passados e devem ser enfrentadas de modo respeitoso, mas determinado.
Flávio Gikovate
( Colaboração : Maria Luiza )
6. A escolha amorosa adequada se faz quando o outro nos desperta o amor, a amizade e o interesse sexual. A essa condição tenho chamado de +amor, mais do que amor. Amigos são escolhidos de modo sofisticado e de acordo com afinidades de caráter, temperamento, interesses e projetos de vida (falo dos poucos amigos íntimos e não dos inúmeros conhecidos que temos). A escolha amorosa deverá seguir os mesmos critérios, sendo que a escolha depende também de um ingrediente desconhecido e indecifrável - porque escolhemos esse e não aquele parceiro? Não é raro que no início do processo de intimidade a sexualidade não se manifeste em toda sua intensidade. Isso não deve ser motivo de preocupação, já que faz parte dos medos que todos temos quando estamos diante de alguém que nos encanta de modo especial.
7. O medo relacionado com o encantamento amoroso é que determina o estado que chamamos de paixão: paixão é amor mais medo! Temos medo de perder aquela pessoa tão especial e do sofrimento que, nessa condição, teríamos. Temos medo de nos aproximarmos muito dela e de nos diluirmos e nos perdermos de nós mesmos em virtude de seus encantos. Temos enorme medo da felicidade, já que em todos nós os momentos extraordinários se associam imediatamente à sensação de que alguma tragédia irá nos alcançar - o que, felizmente, corresponde a uma fobia, ou seja, um medo sem fundamento real. As fobias existem em função de condicionamentos passados e devem ser enfrentadas de modo respeitoso, mas determinado.
Flávio Gikovate
( Colaboração : Maria Luiza )
Tribo de Gaia
http://www.tribosdegaia.org/textos/mitologiagrega.html
Visite o site TRIBOS DE GAIA,
Assim vc conhece masi um pouco sobre o feminismo e paganismo
O Tribos de Gaia não é uma seita, grupo religioso, coven ou qualquer outra coisa que tenha uma linha ideológica ou religiosa. Somos apenas pessoas que nos reunimos no conceito indígena de tribo, que representa uma grande aliança. Portanto este é um espaço onde todos trabalham em prol de todos, numa grande aliança de idéias.
Assim, procuramos sempre a diversidade dentro do paganismo, buscamos a totalidade do pensamento pagão. Não queremos privilegiar esta ou aquela corrente pagã, mas sim dar oportunidades a todas de conviver pacificamente e unidas por um ideal comum de mostrar que existe vida inteligente e sensível no paganismo, sem sectarismos ou preconceitos.
Por isto sabemos que o leitor pode não gostar deste ou daquele colunista, mas sempre irá encontrar alguns com quem compartilhe suas idéias e outros que o levem a pensar sobre suas crenças e atitudes.
Aproveitem esta liberdade e diversidade e vejam o pensamento pagão das mais variadas tendências e correntes
Visite o site TRIBOS DE GAIA,
Assim vc conhece masi um pouco sobre o feminismo e paganismo
O Tribos de Gaia não é uma seita, grupo religioso, coven ou qualquer outra coisa que tenha uma linha ideológica ou religiosa. Somos apenas pessoas que nos reunimos no conceito indígena de tribo, que representa uma grande aliança. Portanto este é um espaço onde todos trabalham em prol de todos, numa grande aliança de idéias.
Assim, procuramos sempre a diversidade dentro do paganismo, buscamos a totalidade do pensamento pagão. Não queremos privilegiar esta ou aquela corrente pagã, mas sim dar oportunidades a todas de conviver pacificamente e unidas por um ideal comum de mostrar que existe vida inteligente e sensível no paganismo, sem sectarismos ou preconceitos.
Por isto sabemos que o leitor pode não gostar deste ou daquele colunista, mas sempre irá encontrar alguns com quem compartilhe suas idéias e outros que o levem a pensar sobre suas crenças e atitudes.
Aproveitem esta liberdade e diversidade e vejam o pensamento pagão das mais variadas tendências e correntes
Bruxas Eco-Feministas Pagãs
Eu creio que a mulher será sempre "n"coisas incompreensíveis, quiçá inexplicáveis.
Como foi assim até hoje.
Como somos agora.
Simplificar o estado "mulher", "bruxa", "pagã", inserindo-a em uma esfera, lhe retira significância; resta valor encaixar-nos em uma nomenclatura apenas por ela ser reconhecida e validada publicamente, isto nos limita e nos parte.
Não investe a mulher de valor.
Não é a modernidade nem o paganismo o que fará dela, uma fêmea libertária e autônoma.
Pode ela ser pagã, nascer no século XXII e ser cópia fiel de outras mulheres de séculos atrás, no que se refere à passividade perante a extirpação dos seus direitos.
Também a questão do gênero não salva a mulher de ser mais ou menos machista, ou mais ou menos aquiescente com a violência no lar ou fora dele; ou com a exploração sexual e menosprezo pelo sexo feminino. Mulheres que amam mulheres estão aí a fora sendo usurpadas da sua liberdade, exploradas física ou financeiramente pelas mulheres que amam...
Então não é o grau de liberdade o que sinaliza ser livre de fato, ou o acesso às escolhas sejam quais forem e nos níveis que forem o que garante à mulher ser um indivíduo livre, consciente dos seus direitos, deveres e feliz.
Nem é a obrigação de procriar o que realiza ao ser humano...
O que nós constrói como seres humanos é o respeito e dignidade para consigo mesmo, o respeito pelas nossas limitações, o amor próprio é o que nós salva da exploração alheia e nos proporciona dignidade, coesão em atos e pensamentos.
É o conceito bem formado interior sobre cada o que salva ao indivíduo de calar, de omitir-se e perpetualizar a nulidade dos direitos humanos e a repetição cíclica da exploração massiva ou particular.
Não é no nível das discussões de ser ou não fêmea ou macho, e o que é melhor, que se resolvem quizilas íntimas e externas, Mas sim a conscientização individual quanto ao que faz bem ou mal a cada indivíduo, e as perdas que podem incorrer na busca incansável pela aceitação do outro a todo custo. A despersonalização e perda de referencial individual e a mimetização no outro é o que anula o ser humano. O desvaloriza e denigre.
Mas, sempre há um mas, podemos sim as mulheres pagãs aceitar uma bandeira, ideológica, espiritual, ativista e pagã. Que acolha a mulher como ela se mira, como ela se vê refletida em seus espelhos mutantes.
Essa bandeira deve ser flexível, deve conseguir se moldar dentro das múltiplas formas que as mulheres pagãs possuem, claro as mulheres pagãs, que se entendem como Bruxas, como Feministas, como Ecológikas...
Apesar de que rótulos pesem cedo ou tarde, saber que há um nome para aquilo que somos e praticamos, faz com que sintamos "estar em casa", onde podemos manifestar dizeres que externam o que já passou horas demais internalizado.
Os movimentos femininos das décadas de 60, 70 e cujos reflexos sentimos no hoje, perfazem, ainda que distantes em tempo e geografia, o sentir espiritual do feminino pagão atual. Foi lá naqueles anos vestidos de roupas engraçadas, que o Paganismo Feminino tomou formas, nasceu e perdurou... Não me refiro à história e registros antropológicos, mas a historicidade.
A historicidade é um conceito crucial para o entendimento da história, seja ela considerada "ciência" como queriam os estudiosos do século XIX, ou "narrativa verídica", como definiu Paul Veyne. É a historicidade que dá caráter factual à vivência, em oposição à narratividade que cerca o homem; é aquilo que dá valor ao antigo apenas por ser antigo, e não por ter uma qualidade intrínseca - é o que define um mero objeto de um objeto histórico.
Analisando a importância da história para o homem, Gadamer afirma: "o homem é, simultaneamente, o ser do passado remoto e o ser que vive no seu futuro como grande horizonte de expectativa e vasto campo de projetos que o seu ser modelado pela sua história lhe abre." (GADAMER, 1988: 12). Esse 'ser modelado pela história', no entanto, é impensável sem a preocupação, consciente ou inconsciente, com a historicidade.
É nessa historicidade que os movimentos daquelas décadas representam papel preponderante em nosso fazer pagão de hoje!
Em outras palavras, não devemos menosprezar a história do feminino e suas manifestações, mas considerar seriamente a representatividade que ativistas feministas dos anos 70, possuem no que hoje é o paganismo feminino.
Mas vamos ao rótulo ou bandeira, ou denominação, e a qual venha a ser ela.
Entendo que assim como eu, outras pagãs, possam se encaixar no conceito da Bruxa Eco-feminista Pagã.
Um conceito que pega emprestado muito do que foi elaborado pelos movimentos ativistas femininos pagãos como os encabeçados por Starhawk, ZZ. Budapest, por exemplo, e por movimentos dentro do universo psicanalítico, onde podemos citar a seguidoras e revisionistas junguianas como: Jean Shinoda Bolem; Marion Woodman; Christine Downing, entre outras.
Elas que em suas analises pessoais e interpessoais resgatam o conceito da identificação da nossa psiquê e os arquétipos das deidades femininas oriundas em base à mitologia grega, mas que hoje em dia abarca a outras.
Bem, podem estar pensando, isso é o Dianismo... Não. Não necessariamente dentro do conceito a ser elaborado e construído; onde a mulher pagã se entende como um ser politicamente ativo, não apenas em relação aos direitos civis, mas ao resgate da Terra.
Bruxa, sem necessitar filiação a uma Tradição oficial por assim dizer, mas sim sendo Bruxa no seu fazer cotidiano, como um ser "pro – Verde"; "pro – Vida", logo Ecológika. Como ser crente na magia, no criar magia. Sem idealizar um estereotipo fantasioso, mas imprimindo a esse fazer, a esse criar, conotações ativistas. Exercer seu panteísmo e politeísmo abertamente, sem o sentimento de categorização, de classificação, de grupo fechado...
Poder ser livre no percurso da sua trilha espiritual, sem ter que prestar contas ao coletivo. Mas inserindo essa religiosidade dentro do seu entendimento como ser social, não como subcategoria, ou contracultura; nada disso, somos uma cultura, somos uma categoria, a de mulheres ativistas pelos seus direitos espirituais, emocionais, físicos e civis. E dentro deles o direito à fala é imprescindível e inalienável, mesmo dentre os grupos femininos circulares, que de tanto rodopiar concluem por repetir o ato excludente que execram no patriarcalismo, ao massacrar o pensar de outras mulheres.
Vamos rodopiar de mãos dadas, girar em qualquer sentido, mas juntas. E nisto mora o feminismo.
Ser Feminista não pode hoje ser apreendido como mundo de fêmeas que excluem ao homem, mas um mundo de fêmeas que luta por seu lugar ao sol, pelo respeito para com sua ideologia, pelo o empoderamento do seu eu, tão dissipado e esmagado ao longo das eras.
Feministas somos as mulheres que respeitamos ao homem, e o encaramos de igual para igual, sem medo, nem incentivo à supremacia de sexo ou gênero.
Somos as fêmeas que criamos uma nova geração de seres abertos à diversidade, tolerantes, livres para escolher suas sendas no político, religioso e sexual.
Como foi assim até hoje.
Como somos agora.
Simplificar o estado "mulher", "bruxa", "pagã", inserindo-a em uma esfera, lhe retira significância; resta valor encaixar-nos em uma nomenclatura apenas por ela ser reconhecida e validada publicamente, isto nos limita e nos parte.
Não investe a mulher de valor.
Não é a modernidade nem o paganismo o que fará dela, uma fêmea libertária e autônoma.
Pode ela ser pagã, nascer no século XXII e ser cópia fiel de outras mulheres de séculos atrás, no que se refere à passividade perante a extirpação dos seus direitos.
Também a questão do gênero não salva a mulher de ser mais ou menos machista, ou mais ou menos aquiescente com a violência no lar ou fora dele; ou com a exploração sexual e menosprezo pelo sexo feminino. Mulheres que amam mulheres estão aí a fora sendo usurpadas da sua liberdade, exploradas física ou financeiramente pelas mulheres que amam...
Então não é o grau de liberdade o que sinaliza ser livre de fato, ou o acesso às escolhas sejam quais forem e nos níveis que forem o que garante à mulher ser um indivíduo livre, consciente dos seus direitos, deveres e feliz.
Nem é a obrigação de procriar o que realiza ao ser humano...
O que nós constrói como seres humanos é o respeito e dignidade para consigo mesmo, o respeito pelas nossas limitações, o amor próprio é o que nós salva da exploração alheia e nos proporciona dignidade, coesão em atos e pensamentos.
É o conceito bem formado interior sobre cada o que salva ao indivíduo de calar, de omitir-se e perpetualizar a nulidade dos direitos humanos e a repetição cíclica da exploração massiva ou particular.
Não é no nível das discussões de ser ou não fêmea ou macho, e o que é melhor, que se resolvem quizilas íntimas e externas, Mas sim a conscientização individual quanto ao que faz bem ou mal a cada indivíduo, e as perdas que podem incorrer na busca incansável pela aceitação do outro a todo custo. A despersonalização e perda de referencial individual e a mimetização no outro é o que anula o ser humano. O desvaloriza e denigre.
Mas, sempre há um mas, podemos sim as mulheres pagãs aceitar uma bandeira, ideológica, espiritual, ativista e pagã. Que acolha a mulher como ela se mira, como ela se vê refletida em seus espelhos mutantes.
Essa bandeira deve ser flexível, deve conseguir se moldar dentro das múltiplas formas que as mulheres pagãs possuem, claro as mulheres pagãs, que se entendem como Bruxas, como Feministas, como Ecológikas...
Apesar de que rótulos pesem cedo ou tarde, saber que há um nome para aquilo que somos e praticamos, faz com que sintamos "estar em casa", onde podemos manifestar dizeres que externam o que já passou horas demais internalizado.
Os movimentos femininos das décadas de 60, 70 e cujos reflexos sentimos no hoje, perfazem, ainda que distantes em tempo e geografia, o sentir espiritual do feminino pagão atual. Foi lá naqueles anos vestidos de roupas engraçadas, que o Paganismo Feminino tomou formas, nasceu e perdurou... Não me refiro à história e registros antropológicos, mas a historicidade.
A historicidade é um conceito crucial para o entendimento da história, seja ela considerada "ciência" como queriam os estudiosos do século XIX, ou "narrativa verídica", como definiu Paul Veyne. É a historicidade que dá caráter factual à vivência, em oposição à narratividade que cerca o homem; é aquilo que dá valor ao antigo apenas por ser antigo, e não por ter uma qualidade intrínseca - é o que define um mero objeto de um objeto histórico.
Analisando a importância da história para o homem, Gadamer afirma: "o homem é, simultaneamente, o ser do passado remoto e o ser que vive no seu futuro como grande horizonte de expectativa e vasto campo de projetos que o seu ser modelado pela sua história lhe abre." (GADAMER, 1988: 12). Esse 'ser modelado pela história', no entanto, é impensável sem a preocupação, consciente ou inconsciente, com a historicidade.
É nessa historicidade que os movimentos daquelas décadas representam papel preponderante em nosso fazer pagão de hoje!
Em outras palavras, não devemos menosprezar a história do feminino e suas manifestações, mas considerar seriamente a representatividade que ativistas feministas dos anos 70, possuem no que hoje é o paganismo feminino.
Mas vamos ao rótulo ou bandeira, ou denominação, e a qual venha a ser ela.
Entendo que assim como eu, outras pagãs, possam se encaixar no conceito da Bruxa Eco-feminista Pagã.
Um conceito que pega emprestado muito do que foi elaborado pelos movimentos ativistas femininos pagãos como os encabeçados por Starhawk, ZZ. Budapest, por exemplo, e por movimentos dentro do universo psicanalítico, onde podemos citar a seguidoras e revisionistas junguianas como: Jean Shinoda Bolem; Marion Woodman; Christine Downing, entre outras.
Elas que em suas analises pessoais e interpessoais resgatam o conceito da identificação da nossa psiquê e os arquétipos das deidades femininas oriundas em base à mitologia grega, mas que hoje em dia abarca a outras.
Bem, podem estar pensando, isso é o Dianismo... Não. Não necessariamente dentro do conceito a ser elaborado e construído; onde a mulher pagã se entende como um ser politicamente ativo, não apenas em relação aos direitos civis, mas ao resgate da Terra.
Bruxa, sem necessitar filiação a uma Tradição oficial por assim dizer, mas sim sendo Bruxa no seu fazer cotidiano, como um ser "pro – Verde"; "pro – Vida", logo Ecológika. Como ser crente na magia, no criar magia. Sem idealizar um estereotipo fantasioso, mas imprimindo a esse fazer, a esse criar, conotações ativistas. Exercer seu panteísmo e politeísmo abertamente, sem o sentimento de categorização, de classificação, de grupo fechado...
Poder ser livre no percurso da sua trilha espiritual, sem ter que prestar contas ao coletivo. Mas inserindo essa religiosidade dentro do seu entendimento como ser social, não como subcategoria, ou contracultura; nada disso, somos uma cultura, somos uma categoria, a de mulheres ativistas pelos seus direitos espirituais, emocionais, físicos e civis. E dentro deles o direito à fala é imprescindível e inalienável, mesmo dentre os grupos femininos circulares, que de tanto rodopiar concluem por repetir o ato excludente que execram no patriarcalismo, ao massacrar o pensar de outras mulheres.
Vamos rodopiar de mãos dadas, girar em qualquer sentido, mas juntas. E nisto mora o feminismo.
Ser Feminista não pode hoje ser apreendido como mundo de fêmeas que excluem ao homem, mas um mundo de fêmeas que luta por seu lugar ao sol, pelo respeito para com sua ideologia, pelo o empoderamento do seu eu, tão dissipado e esmagado ao longo das eras.
Feministas somos as mulheres que respeitamos ao homem, e o encaramos de igual para igual, sem medo, nem incentivo à supremacia de sexo ou gênero.
Somos as fêmeas que criamos uma nova geração de seres abertos à diversidade, tolerantes, livres para escolher suas sendas no político, religioso e sexual.
Gostei muito ... afinal somos mulheres
Somos Pagãs por crer em várias deidades, crer na magia, crer na sobrevivência da Terra, por entender que depende do Verde a Vida. Entendemos como Sagrado o que nos cerca, O reverenciamos e nos permitimos lhe dar vários nomes. Interagimos com esse Sagrado, logo somos co-responsáveis dentro da dinâmica social por Ele.
Eis o que somos muitas mulheres pagãs, espalhadas pelo mundo afora: Bruxas Eco-Feministas Pagãs.
Neste epíteto, está a explicação do nosso fazer espiritual, eis a explicação para aquelas que como eu, já percorreram "n" caminhos, já realizaram "n" estudos, leituras, mergulharam em centenas de livros, pensamentos e sonhos. E hoje descobrem que podem usar essa bandeira, nomenclatura, denominação.
Para aquelas que carecem de antiqüíssimas raízes lendárias ancestrais em núcleos de Bruxos, pois não tiveram a sorte de herdá-los, para as que não se encaixam dentro dos parâmetros das diversas linhas pagãs, como os caminhos conhecidos pela sua necessidade de iniciações oficiais, para aquelas que são Bruxas, que sentem nas veias a vida circular, que sentem na alma, na mente e no coração o Paganismo gritar e o Eco-Feminismo clamar!
Bênçãos Deles!
Luciana Onofre
Bibliografia Consultada:
A Deusa Interior – Jennifer Barker Woolger & Roger J. Woolger. Ed. Cultrix.
A Deusa Tríplice – Adam McLean. Ed. Cultrix.
A Deusa no Escritório – ZZ. Budapest. Ed. Agora.
Bruxaria e História – Carlos Figueiredo Nogueira. Ed. USC.
Como se escreve a história e Foucault revoluciona a história – Paul Veyne. Ed. UnB.
História e Historicidade - H.G. Gadamer. Ed. Gradiva. Lisboa.
A Dança Cósmica das Feiticeiras – Starhawk. Ed. Nova Era.
Fontehttp://www.tribosdegaia.org/lucianaonofre/luciana16.html
Eis o que somos muitas mulheres pagãs, espalhadas pelo mundo afora: Bruxas Eco-Feministas Pagãs.
Neste epíteto, está a explicação do nosso fazer espiritual, eis a explicação para aquelas que como eu, já percorreram "n" caminhos, já realizaram "n" estudos, leituras, mergulharam em centenas de livros, pensamentos e sonhos. E hoje descobrem que podem usar essa bandeira, nomenclatura, denominação.
Para aquelas que carecem de antiqüíssimas raízes lendárias ancestrais em núcleos de Bruxos, pois não tiveram a sorte de herdá-los, para as que não se encaixam dentro dos parâmetros das diversas linhas pagãs, como os caminhos conhecidos pela sua necessidade de iniciações oficiais, para aquelas que são Bruxas, que sentem nas veias a vida circular, que sentem na alma, na mente e no coração o Paganismo gritar e o Eco-Feminismo clamar!
Bênçãos Deles!
Luciana Onofre
Bibliografia Consultada:
A Deusa Interior – Jennifer Barker Woolger & Roger J. Woolger. Ed. Cultrix.
A Deusa Tríplice – Adam McLean. Ed. Cultrix.
A Deusa no Escritório – ZZ. Budapest. Ed. Agora.
Bruxaria e História – Carlos Figueiredo Nogueira. Ed. USC.
Como se escreve a história e Foucault revoluciona a história – Paul Veyne. Ed. UnB.
História e Historicidade - H.G. Gadamer. Ed. Gradiva. Lisboa.
A Dança Cósmica das Feiticeiras – Starhawk. Ed. Nova Era.
Fontehttp://www.tribosdegaia.org/lucianaonofre/luciana16.html
sábado, 3 de outubro de 2009
Elementos femininos..A Canção da Vida
Estava um mestre rodeado por seus pequenos alunos
quando um deles perguntou:
"Mestre, por que a beleza é representada por
imagem de mulher? "
Pôs-se a dizer o Mestre :
" Observe a natureza e veja que o belo nela se
manifesta através de elementos femininos:
Como seria o céu sem As nuvens , A lua e As estrelas ?
Como se mostraria o sol sem A luz ?
O mar nos encantaria sem As águas e As ondas ?
Os desertos, como seriam sem As areias e As pedras ?
Os bosques teriam perfume sem As árvores e As flores ?
O dia prometeria repouso se não houvesse A noite ?
Que força teria o fogo se não tivesse As chamas ?
Que frescor teria o solo sem A relva ?
Que alívio teríamos no verão se não caísse A chuva ?
Qual a beleza do inverno que não apresenta A neve ?
Haveria romance no outono sem As folhas
sopradas pelo vento ?
A primavera e suas flores não é A mais linda estação ?
Nossos corpos se moveriam se neles não corresse
A vida ?
O menino refletiu algum tempo e em seguida argumentou :
" Sim, são todos elementos femininos,
mas o senhor não falou sobre a mulher ... "
Respondeu-lhe o Mestre :
" Mas vou falar-lhe sobre o coração:
Nele estão A alma, A paixão e A alegria .
Nele está A beleza da cantiga que acalanta o homem ...
... e sua melodia é sempre uma Mulher ... "
Silvia Schimit Amor e Sonhos
Marcadores:
elementos femininos,
Silvia Schimit
A História Oculta do Mundo: A Pedofilia do Hamas..Isso e uma Vergonha!
A História Oculta do Mundo: A Pedofilia do Hamas
Enquanto a imprensa exalta os "lutadores da liberdade do Hamas", OS "Rebeldes", Ou então o PT e demais Organizações de esquerda não dão Brasil apoio integral ao mesmo (conforme nota do secretário geral do partido, Valter Pomar durante a época do conflito), O mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: Pedófilos fazer os casamentos Hamas Envolvem que até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da Lei do islamismo radical.
Infância perdida, certo abuso: Você ficará calado?
A denúncia é do Phd Paul L. Williams E está publicada no blog thelastcrusade.org E é com exclusividade traduzida não pelo Brasil DE OLHO NA MÍDIA (mais ninguém na Imprensa Nacional pareceu se interessar pelo assunto)
Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; A maioria das noivas tinham menos de dez anos.
Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, Um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.
Estamos "Nós felizes em dizer uma América que vocês não nos pueden negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.
Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas
As garotas na pré-puberdade, que Estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.
"Nós estamos Oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", Discursou o homem forte do Hamas nenhum local, Ibrahim Salaf.
As fotos do casamento relatam o resto desta história sordida
Noivas de 4 a 10 anos: Presentes de 500 dólares
O Centro Internacional para Pesquisas Sobre Mulheres estima que existam agora 51 milhões de noivas infantis vivendo no Planeta Terra E em quase todas Países Muçulmanos.
Quase 30% destas pequenas REGULARMENTE apanham noivas e São molestadas por seus maridos no Egito, mais de 26% abuso SOFREM semelhante na Jordânia.
Todo ano, Três milhões de garotas muçulmanas são submetidas à mutilações genitais, De acordo com um UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.
Nesta hora até a miséria desaparece de Gaza: carros de luxo para meninas reduzidas a lixo
A prática da pedofilia teria base e apoio do ISLA. O livro Sahih Bukhari Em seu quinto capítulo que traz Aisha, Uma das esposas de Maomé teria seis anos quando se casou e com ele as primeiras relações íntimas aos nove. O período de espera não teria Sido por conta da pouca idade da menina, mas de uma doença que ela tinha na época. Em compensação, Maomé teria Sido generoso com a menina: permitiu que ela Levasse todos os seus brinquedos e bonecas para sua tenda.
Mais ainda: talvez o mais conhecido de todos os Clérigos Muçulmanos deste século, o Aiatolá Komeini, discursos em horripilantes defendeu a pedofilia da Prática:
Um homem pode Obter prazer sexual de uma criança tão jovem quanto um bebê. Entretanto, ele não pode penetrar; sodomizar a criança tem problema não. Se penetrar um homem e machucar a criança, então ele será responsável pelo seu sustento o resto da vida. A garota entretanto, não fica sendo contada entre suas quatro esposas permanentes. O homem também PODERÁ não se casar com uma garota da irmã ... É melhor para uma garota casar neste período, quando ela vai começar um menstruar, para que isso ocorra na casa do seu marido e não na casa do seu pai. Todo pai que casar sua filha tão jovem terá um lugar permanente no céu Assegurado.
Saiba Esta é uma história que a mídia não conta, que o mundo se cala e não quer ver, ou que não querem que você. Mas agora você está Ciente, não tem jeito mais! Vai ficar calado? Cobre aja os veículos de mídia,! Se você não fizer nada, ninguém poderá salvar estas Vítimas Inocentes do inferno do Hamas e similares .
Marcadores:
casamento infantil,
Crianças,
hammas,
vergonha
Bispo do Rosario
A exposição, com obras de Arthur Bispo do Rosário, Raimundo Camilo, José Rufino e da paranaense Efigênia Rolim, convida o público a entrar em um labirinto. Lúdico, o labirinto é tomado por obras construídas com quilômetros de fios, quilos de tecido e papelão, dezenas de retratos, de lápis de cor e de notas de um dinheiro que passou pela transformação da arte. Esse é o cenário da exposição Museu Bispo do Rosário + 3, aberta no último dia 12.
A mostra é uma prévia da exposição de Bispo do Rosário que será aberta, em setembro, em Paris. Também estará sendo apresentada em Paris a exposição Imagens do Inconsciente, aberta no Museu Oscar Niemeyer (MON) no último dia 22 de fevereiro, que da mesma forma faz em Curitiba a prévia da mostra a ser vista pelos franceses. No mesmo período, serão apresentadas as obras de Camilo e Rufino em Lousane, na Suíça.
Procedente do Museu Bispo do Rosário (RJ), a exposição é composta por 270 obras do artista Bispo do Rosário, 43 obras de José Rufino, ambos já falecidos, e 60 obras de Raimundo Camilo. Em destaque, há nove peças da paranaense Efigênia Rolim, no saguão de entrada da sala de obras de Rufino e Camilo.As obras dos dois artistas estão sendo apresentadas pela primeira vez ao público.
O cenário projetado pelo curador Ricardo Aquino pretende reproduzir a idéia de organização que o próprio Bispo do Rosário gostava de utilizar em seu "ateliê", um quarto da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, no Rio.
Os responsáveis pelo Museu Bispo do Rosário não concordam com a idéia de utilizar conceitos específicos para classificar a arte feita por pacientes psiquiátricos. "Nossa luta é pela afirmação dessa produção como arte." Ele considera as classificações -virgem, bruta, outside, folkart, etc- uma forma de colocar essas produções como uma "arte menor." Para o curador, essa é uma atitude de exclusão daqueles que em essência são reconhecidamente artistas.
"Classificamos as obras deles dentro dos próprios movimentos artísticos correntes. Prescindimos da obrigação de utilizar a arte como terapia ocupacional para a análise do inconsciente. Se a obra tem valor estético e artístico é arte, não importa quem a fez e em que condições", explica Aquino.
Três diferentes
O ambiente manicomial é o único laço entre os três artistas, já que cada um construiu uma obra marcada por características próprias e autênticas. Arthur Bispo do Rosário fez da agulha e linha seu pincel. Seu mundo foi construído pelas laçadas de seus bordados, alguns ricamente rebuscados. Neles, o artista deixou as pegadas dos caminhos percorridos antes e durante a permanência em instituições psiquiátricas. Assim construiu uma obra que merece destaque à parte.
Notas e Sonhos é o título do segmento que apresentará a cobiçada coleção de notas de Raimundo Camilo. "Ele é um artista conceitual. A intervenção que Camilo faz na moeda corrente é semelhante aos trabalhos de Valtércio Caldas, Cildo Meireles e Nelson Leirner, que também se utilizam desse tema na composição de suas obras", compara o curador Ricardo Aquino. O artista está internado há 46 anos na instituição psiquiátrica carioca.
Segundo o curador, a obra de Rufino, também considerado um artista contemporâneo, encontra paralelos nos movimentos da Pop Art e na Nova Figuração Brasileira. "A pintura dele é muito colorida e tem um toque das histórias em quadrinhos. É uma série de retratos que, em essência, são auto-retratos do próprio autor, é o inconsciente de Rufino pintado em tela." Visões Paralelas é o título do segmento que estará apresentando as obras de Rufino. O artista permaneceu 52 anos internado e faleceu no último dia 5 de março.
Chamada de Rainha do Papel, Efigênia Rolim é conhecida pelas criações a partir do papel de bala. Defensora das causas do meio ambiente, seus personagens -bonecas, girafas, pássaros e outros habitantes das florestas- ganham histórias na fantasia da artista. São histórias cantadas ou contadas por Efigênia. "Sou ligada com o espírito do universo. Tem um montão de histórias que o homem não consegue pegar, não consegue trazer do invisível para o visível."
Nos 14 anos em que diz trabalhar na confecção de suas obras, Efigênia disse que não deixou de perseverar, apesar de nunca ter exposto antes em um museu. "Trabalhamos (ela e o neto de 14 anos) até às 2h da madrugada para preparar as peças para esta exposição. Eu estou achando uma honra expor neste grande Museu", disse ela. Além do papel de bala, Efigênia utiliza diversos materiais recicláveis, em harmonia com as obras da exposição.
Arthur Bispo do Rosario
A mostra é uma prévia da exposição de Bispo do Rosário que será aberta, em setembro, em Paris. Também estará sendo apresentada em Paris a exposição Imagens do Inconsciente, aberta no Museu Oscar Niemeyer (MON) no último dia 22 de fevereiro, que da mesma forma faz em Curitiba a prévia da mostra a ser vista pelos franceses. No mesmo período, serão apresentadas as obras de Camilo e Rufino em Lousane, na Suíça.
Procedente do Museu Bispo do Rosário (RJ), a exposição é composta por 270 obras do artista Bispo do Rosário, 43 obras de José Rufino, ambos já falecidos, e 60 obras de Raimundo Camilo. Em destaque, há nove peças da paranaense Efigênia Rolim, no saguão de entrada da sala de obras de Rufino e Camilo.As obras dos dois artistas estão sendo apresentadas pela primeira vez ao público.
O cenário projetado pelo curador Ricardo Aquino pretende reproduzir a idéia de organização que o próprio Bispo do Rosário gostava de utilizar em seu "ateliê", um quarto da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, no Rio.
Os responsáveis pelo Museu Bispo do Rosário não concordam com a idéia de utilizar conceitos específicos para classificar a arte feita por pacientes psiquiátricos. "Nossa luta é pela afirmação dessa produção como arte." Ele considera as classificações -virgem, bruta, outside, folkart, etc- uma forma de colocar essas produções como uma "arte menor." Para o curador, essa é uma atitude de exclusão daqueles que em essência são reconhecidamente artistas.
"Classificamos as obras deles dentro dos próprios movimentos artísticos correntes. Prescindimos da obrigação de utilizar a arte como terapia ocupacional para a análise do inconsciente. Se a obra tem valor estético e artístico é arte, não importa quem a fez e em que condições", explica Aquino.
Três diferentes
O ambiente manicomial é o único laço entre os três artistas, já que cada um construiu uma obra marcada por características próprias e autênticas. Arthur Bispo do Rosário fez da agulha e linha seu pincel. Seu mundo foi construído pelas laçadas de seus bordados, alguns ricamente rebuscados. Neles, o artista deixou as pegadas dos caminhos percorridos antes e durante a permanência em instituições psiquiátricas. Assim construiu uma obra que merece destaque à parte.
Notas e Sonhos é o título do segmento que apresentará a cobiçada coleção de notas de Raimundo Camilo. "Ele é um artista conceitual. A intervenção que Camilo faz na moeda corrente é semelhante aos trabalhos de Valtércio Caldas, Cildo Meireles e Nelson Leirner, que também se utilizam desse tema na composição de suas obras", compara o curador Ricardo Aquino. O artista está internado há 46 anos na instituição psiquiátrica carioca.
Segundo o curador, a obra de Rufino, também considerado um artista contemporâneo, encontra paralelos nos movimentos da Pop Art e na Nova Figuração Brasileira. "A pintura dele é muito colorida e tem um toque das histórias em quadrinhos. É uma série de retratos que, em essência, são auto-retratos do próprio autor, é o inconsciente de Rufino pintado em tela." Visões Paralelas é o título do segmento que estará apresentando as obras de Rufino. O artista permaneceu 52 anos internado e faleceu no último dia 5 de março.
Chamada de Rainha do Papel, Efigênia Rolim é conhecida pelas criações a partir do papel de bala. Defensora das causas do meio ambiente, seus personagens -bonecas, girafas, pássaros e outros habitantes das florestas- ganham histórias na fantasia da artista. São histórias cantadas ou contadas por Efigênia. "Sou ligada com o espírito do universo. Tem um montão de histórias que o homem não consegue pegar, não consegue trazer do invisível para o visível."
Nos 14 anos em que diz trabalhar na confecção de suas obras, Efigênia disse que não deixou de perseverar, apesar de nunca ter exposto antes em um museu. "Trabalhamos (ela e o neto de 14 anos) até às 2h da madrugada para preparar as peças para esta exposição. Eu estou achando uma honra expor neste grande Museu", disse ela. Além do papel de bala, Efigênia utiliza diversos materiais recicláveis, em harmonia com as obras da exposição.
Arthur Bispo do Rosario
Marcadores:
doença mental,
exposição,
manicomio
Bispo do Rosário - Uma obra única
Arthur Bispo do Rosário nasceu em Japaratuba, Sergipe. A data é controversa e pode ter sido em 1911 (conforme registros da Ligth, onde trabalhou por quatro anos) ou em 1909 (segundo a Marinha de Guerra do Brasil, a qual se dedicou entre 1925 e 1933). Durante o período de internamento impregnou em sua obra a tradição dos bordados feitos pelos homens na terra natal. Eles bordavam as vestes e os arranjos dos santos das festas religiosas.
Talvez tenha sido esta a motivação original para o artista bordar mantos, fichários de nomes e até um carrossel francês antigo, além de outras peças do vestuário. Vivendo pela arte e para a arte, o artista também fez esculturas e instalações.
O período em que atuou na Ligth, empresa de energia elétrica de São Paulo e Rio, e na Marinha brasileira também lhe serviram de inspiração para a construção de sua vasta obra. Desenhos de navios, funções exercidas na Marinha e lugares por onde passou são referências sempre constantes nas obras. Fascínio especial, uma quase obsessão, ele tinha pelos nomes das pessoas que conheceu ou conviveu. Esses nomes aparecem meticulosamente organizados e repetidos em algumas peças bordadas.
Considerado um representante do início da Arte Contemporânea, Bispo do Rosário começou a fazer arte antes de ser internado. Há um desenho dele da década de 30, um estudo de objeto para a construção de um veleiro.
No hospital psiquiátrico, ele encontrava parte da matéria-prima que utilizou no lixo. A compra e a troca de objetos também lhe serviram de meios para conseguir os materiais. Antes de ser descoberto como artista, Bispo do Rosário pacientemente desfiava uniformes e lençóis para obter os fios de seus bordados. Por ter sido lutador de boxe, permaneceu longo período em cela forte. Depois de ter conquistado o respeito de funcionários e colegas, passou a ser o Xerife, ao ganhar a responsabilidade de cuidar de outros pacientes.
Bispo do Rosário faleceu no hospital psiquiátrico em 1989, após quase 50 anos de recolhimento. Os últimos 25 anos de vida foram sem nenhuma saída do hospital, em isolamento, "à margem dos caminhos da sociedade, do mundo da arte, do progresso tecnológico", lembra o curador. Há 802 obras assinadas por ele no acervo do Museu Bispo do Rosário. A coleção de Arthur Bispo do Rosário foi tombada em 1992.
Talvez tenha sido esta a motivação original para o artista bordar mantos, fichários de nomes e até um carrossel francês antigo, além de outras peças do vestuário. Vivendo pela arte e para a arte, o artista também fez esculturas e instalações.
O período em que atuou na Ligth, empresa de energia elétrica de São Paulo e Rio, e na Marinha brasileira também lhe serviram de inspiração para a construção de sua vasta obra. Desenhos de navios, funções exercidas na Marinha e lugares por onde passou são referências sempre constantes nas obras. Fascínio especial, uma quase obsessão, ele tinha pelos nomes das pessoas que conheceu ou conviveu. Esses nomes aparecem meticulosamente organizados e repetidos em algumas peças bordadas.
Considerado um representante do início da Arte Contemporânea, Bispo do Rosário começou a fazer arte antes de ser internado. Há um desenho dele da década de 30, um estudo de objeto para a construção de um veleiro.
No hospital psiquiátrico, ele encontrava parte da matéria-prima que utilizou no lixo. A compra e a troca de objetos também lhe serviram de meios para conseguir os materiais. Antes de ser descoberto como artista, Bispo do Rosário pacientemente desfiava uniformes e lençóis para obter os fios de seus bordados. Por ter sido lutador de boxe, permaneceu longo período em cela forte. Depois de ter conquistado o respeito de funcionários e colegas, passou a ser o Xerife, ao ganhar a responsabilidade de cuidar de outros pacientes.
Bispo do Rosário faleceu no hospital psiquiátrico em 1989, após quase 50 anos de recolhimento. Os últimos 25 anos de vida foram sem nenhuma saída do hospital, em isolamento, "à margem dos caminhos da sociedade, do mundo da arte, do progresso tecnológico", lembra o curador. Há 802 obras assinadas por ele no acervo do Museu Bispo do Rosário. A coleção de Arthur Bispo do Rosário foi tombada em 1992.
Marcadores:
arthur bispo do rosario,
esquizofrenia,
exposição,
psiquiatria
Assinar:
Comentários (Atom)