segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Exposição mostra celebridades submersas


O tanque foi construído em 2005, tem 6 metros de profundidade e está sempre cheio com água quente. O estúdio é usado para a filmagem de comerciais, filmes e videoclipes.

O Movieum London, um museu londrino dedicado ao cinema, apresenta em outubro uma exposição mostrando fotos do making off de filmagens submarinas no Pinewood Studios, de Londres.

Em 2005, o estúdio construiu um gigantesco tanque - de 20m X 10m X 6m de profundidade - apenas para filmar cenas submarinas.

O tanque, que está sempre cheio, tem capacidade para 1,2 milhão de litros de água, que é mantida à temperatura de 32 graus.

Ele foi usado na produção de filmes, comerciais de TV e videoclipes, entre eles Instinto Selvagem 2 e Desejo e Reparação, além de programas da TV britânica.

Veja aqui a exposiçãohttp://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/09/090910_galeriaembaixodagua_ba.shtml

A fotógrafa e mergulhadora Phoebe Rudomino, autora das fotos, explica que cada cenário é um desafio. Alguns "modelos" se sentem à vontade, mas para outros, a experiência é mais difícil.

Exposição em Londres mostra a arte da sobrevivência; veja


Uma exposição em Londres reúne fotos de animais e ecossistemas que têm sobrevivido à devastação em vários pontos do planeta. O camarão mantis, que têm os olhos mais complexos do reino animal, é um deles (Foto: Sterling Zumbrunn)

Está sendo inaugurada nesta sexta-feira, em Londres, a exposição Thrive!, com fotos de animais e ecossistemas que têm sobrevivido à devastação em vários pontos do planeta.

Com o apoio da ONG Conservation International e do BG Group, a mostra na Saatchi Gallery reúne imagens realizadas no Brasil, na Indonésia e em Madagascar, entre outros países.

Segundo a Conservation International, o objetivo da exibição é "mostrar exemplos da beleza e da fragilidade da natureza, além de reforçar como o bem estar-humano está relacionado com esse mundo natural".

Veja a exposisão aqui e so clicar no link
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/09/090918_expothriveml.shtml

Gioconda


O objetivo da mostra é discutir "as origens, o sucesso e os mistérios" da Mona Lisa, de acordo com o museu

Um retrato de uma mulher nua, com as mãos cruzadas, de olhar delicado e sorriso tímido assemelha-se ao quadro mais famoso do pintor Leonardo da Vinci e é um dos destaques de uma nova exposição no Museu Ideale Leonardo Da Vinci, na Itália.

A exposição Joconde - Da Monna Lisa alla Gioconda Nuda é dedicada a trabalhos inspirados no quadro Mona Lisa. A mostra é dividida em duas partes: uma com obras histórica e outra com peças de arte contemporânea.

A primeira exibe pinturas e desenhos do século 16 ao século 20 inspiradas na Mona Lisa. Algumas destas obras trazem retratos da Mona Lisa nua, mas a que mais se destaca é a citada acima, obra que chegou a ser atribuída a Da Vinci no passado, mas que, segundo especialistas, provavelmente seria de um imitador ou discípulo.

Segundo informações do museu, essa versão da Mona Lisa pertencia ao tio de Napoleão Bonaparte, o cardeal e colecionador Joseph Fesch (1763-1839). Fesch também possuía o quadro São Jerônimo no Deserto - obra do pintor hoje exposta no Museu do Vaticano.

Outros destaques são um pequeno quadro redescoberto nos depósitos da galeria Uffizi, e restaurado para a ocasião, e o Diário, emprestado da Biblioteca Nacional de Nápoles, em que o cardeal Luís de Aragão relata o encontro com o pintor, durante sua visita, em 1517.

'Giocondologia'

A segunda metade da exposição é dedicada ao fenômeno que ficou conhecido por "Leonardismo" ou ainda "Giocondologia" e retrata como o quadro Mona Lisa tornou-se um ícone mundial da literatura, design gráfico e internet na sociedade contemporânea.

O objetivo da mostra é discutir "as origens, o sucesso e os mistérios" da Mona Lisa. Além da exposição, o museu propõe a difícil tarefa de documentar e catalogar todas as Mona Lisas do mundo - do século 16 até os dias de hoje.

A mostra Joconde - Da Monna Lisa alla Gioconda Nuda permanece em cartaz no Museu Ideale Leonardo Da Vinci, na região da Toscana, até o dia 30 de setembro.

Monalisa

A mostra 'Joconde - Da Monna Lisa alla Gioconda Nuda' permanece em cartaz no Museu Ideale Leonardo Da Vinci, na região da Toscana, até 30 de setembro.




A Mona Lisa de Leonardo combinou sua pesquisa sobre paisagens, figura humana e expressão facial

Versões de Mona Lisa nua são destaque em mostra na Itália


Uma das primeiras biografias de Leonardo diz que o modelo Mona Lisa, que inspirou esta outra obra, era a esposa de Francesco del Giocondo


Esta versão da Mona Lisa pertencia ao tio de Napoleão Bonaparte, o cardeal e colecionador Joseph Fesch (1763-1939). Fotos: Museo Ideale Leonardo Da Vinci

Mercedes Sosa e Joan Baez...

domingo, 20 de setembro de 2009

Nise e os Gatos


Quando Nise da Silveira criou a Seção de Terapeutica Ocupacional do Centro Psiquiátrico Pedro II, no Rio, em 1946, os maiores avanços da psiquiatria mundial eram a lobotomia e o eletrochoque. A lobotomia é um primor de violência: uma cirurgia onde se mutila o cérebro de uma pessoa, transformando-a pra sempre num vegetal. O eletrochoque não fica atrás: ser amarrado em uma cama de hospital e levar choques é humilhação e tortura. Quem viu os filmes "Um Estranho no Ninho", de Milos Forman, ou "Bicho de Sete Cabeças", de Laís Bodansky, com Jack Nicholson [ninho] e Rodrigo Santoro [bicho], sabe do que se trata [e se não sabe deveria saber].

A doutora Nise, baixinha, magrinha e valente, comprou a briga com a direção do hospital e se recusou a usar os tais "métodos tradicionais". Desenvolveu um método próprio de tratar a esquizofrenia. Ofereceu aos infelizes esquecidos em jaulas uma vida nova onde eram tratados com afeto e podiam criar e expressar o que sentiam. No lugar da violência, a criatividade: pincéis, tinta, telas, cerâmica. Nise lia nas pinturas e esculturas de seus pacientes [que preferia chamar de amigos] o que eles não conseguiam expressar numa linguagem articulada. Seguiu o conselho de Jung, seu mestre: estudou mitologia e alquimia para compreender a linguagem do inconsciente e o universo em que viviam os esquizofrênicos.

Em 46 anos de trabalho mandou a maior parte deles de volta pra casa, curados. Cães e gatos, chamados pela Dra. Nise de "co-terapeutas", faziam companhia a pessoas antes trancadas em si mesmas e que pouco a pouco tornavam a olhar o mundo lá fora. É que o amor silencioso dos bichos ABRE PORTAS.

Um dia antes da entrevista marcada, eu a conheci na Casa das Palmeiras. Velhinha, na cadeira de rodas, mas completamente lúcida. Aliás, tinha a rapidez de pensamento que muito jovem não tem. E uma inteligência e cultura ímpares. Muito bem. Sinceramente emocionado (eu já me interessava pelo trabalho dela havia muitos anos), eu me apresentei. Me olhando bem firme nos olhos, ela se limitou a dizer: "não gosto de jornalistas". Meu mundo caiu, né?
Fiquei prevendo que a entrevista do dia seguinte seria difícil, para não dizer catastrófica. No dia seguinte, lá estava eu na casa dela.

Como eu previra, a entrevista começou reticente. As respostas eram secas, beirando a má vontade. Eu já estava me dando por vencido, quando o gato dela, chamado Carlinhos (em homenagem ao Carl Jung), entrou na biblioteca, pulou na escrivaninha em volta da qual conversávamos, e da escrivanhinha, no meu colo. A doutora Nise olhou-me surpresa. E me disse: "agora vou te dar a entrevista que você quer. Agora eu sei que você é uma pessoa na qual posso confiar." Você pode imaginar como me senti, não é? Só espero que você tenha gostado da história.


Nise da Silveira fundou o Museu do Inconsciente, centro de estudos de psiquiatria de repercussão mundial, com um acervo de perto de 300 mil obras. Fundou a Casa das Palmeiras, uma clínica de transição entre o hospital e o mundo exterior que prepara o paciente para voltar à vida na sociedade sem traumas.

Escreveu 6 livros, e o último deles foi dedicado aos gatos. Revolucionou a psiquiatria com sua nova abordagem do tratamento da esquizofrenia e nunca se filiou a nenhuma instituição psiquiátrica. Dizia que é melhor ser um lobo magro e solto a um cachorro gordo na coleira

Fonte dessa postagemhttp://www.sosgatinhos.com.br/livro/nise2.htm

Nise da Silveira

Nise da Silveira


Nise da Silveira condena os hospícios


Pioneira na crítica aos métodos tradicionais adotados pelas clínicas psiquiátricas, a doutora Nise da Silveira concede entrevista ao JB e defende o projeto de lei do deputado federal do PT-MG, Paulo Delgado, pela substituição progressiva dos manicômios por outras modalidades de atendimento aos esquizofrênicos.

Apresentado ao Congresso Nacional em 1987, o projeto só seria aprovado anos depois, em 6 de abril de 2001, tornando-se um marco da reforma psiquiátrica.

Confira a lei, na íntegra:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10216.htm


Drª Nise promoveu uma revolução na Psiquiatria no Brasil. Criou a Seção de Terapêutica Ocupacional no Centro Psiquiátrico Nacional de Engenho de Dentro. Fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, um centro de estudo e de pesquisa que reúne obras produzidas nos ateliês de pintura e modelagem (trabalho através do qual introduziu a psicologia junguiana no Brasil). Criou a Casa das Palmeiras, clínica destinada ao tratamento de egressos de instituições psiquiátricas, com atividades expressivas realizadas em regime de externato. Foi também pioneira na pesquisa das relações afetivas entre pacientes e animais. Foi membro fundador da Sociedade Internacional de Psicopatologia da Expressão, com sede em Paris.

Os princípios de Drª Nise inspiraram a criação de Museus, Centros Culturais e Instituições Psiquiátricas no Brasil e no exterior. A importância de sua obra foi reconhecida por inúmeros títulos, prêmios e condecorações em diferentes áreas do conhecimento: saúde, educação, arte e literatura. Faleceu em 30 de outubro de 1999.

Algumas fotos,

Pagu


Dolores Ibarruri

Essas mulheres....

Mulheres Revolucionarias

REVOLUCIONÁRIAS

Olga Benário - Judia alemã, militante comunista desde os 15 anos, foi oficial do Exército Vermelho, onde saltou de pára-quedas e pilotou aviões. Foi encarregada da segurança de Luís Carlos Prestes na seu retorno ao Brasil em 1934, por quem acabou se apaixonando. Acabou vítima do Estado Novo, deportada para a Alemanha nazista, grávida de 7 meses, onde morreu numa câmara de gás após o nascimento da filha.

Rosa Luxemburg - Militante socialista - foi líder do Partido Social-Democrata alemão -, lutou pela liberdade política, de crítica e de expressão. Foi perseguida e presa várias vezes. Começou na militância aos 15 anos e ficou famosa por causar polêmicas.

Dolores Ibarruri (la Pasionaria) - Revolucionária espanhola, ficou famosa ao discursar na Rádio Republicana de Madri, quando estourou a Guerra Civil Espanhola, tornando célebre a palavra de ordem: "Eles (os franquistas) não passarão." Encampou a mais ferrenha oposição ao governo do general Franco. Exilou-se na Rússia, depois da vitória de Franco, em 1939, sem, contudo, abandonar a militância política no Partido Comunista Espanhol.

Pagu - Patrícia Rehdler Galvão (seu nome verdadeiro) empenhou-se cedo na militância política, o que lhe rendeu prisões e torturas no Brasil e na França. Musa do Modernismo, foi também romancista, cronista e correspondente internacional de grandes jornais do Rio e São Paulo. Foi casada com Oswald de Andrade, com quem editou o jornal Homem do Povo.

Biografia Rosa de Luxemburgo


De família judaica, Rosa Luxemburgo nasceu num vilarejo de Zamość, perto de Lublin, que hoje faz parte da Polónia. Desde muito jovem mostrava um espírito libertário que era visto por muitos como "rebeldia". Aos treze anos entrou na escola secundária para mulheres em Varsóvia, onde concluiu os seus estudos e iniciou sua militância política no Partido Revolucionário Proletário.

Em 1889, Rosa, em razão da sua militância política, fugiu para a Suíça, evitando uma detenção iminente. Lá permaneceu por nove anos e frequentou a Universidade de Zurique juntamente com outras personalidades socialistas como Anatoli Lunacharsky e Leo Jogiches, que viria a ser seu marido por mais de 15 anos.

Rosa participou da fundação do Partido Socialista Polaco (PSP) em 1892. Dois anos depois, rompeu com o PSP e, em conjunto com Leo Jogiches e Julian Marchlewski fundou a Social-democracia do Reino da Polónia e criou a revista "Sprawa Robotnicza" ("A Causa Operária"), como reacção ao nacionalismo do Partido Socialista Polaco. Efectivamente, Rosa defendia que a independência da Polónia só seria possível através de uma revolução nos impérios da Alemanha, Áustria e Rússia e que o combate ao capitalismo era prioritário em relação à independência. Negava o direito da autodeterminação para as nações, o que a colocava em desacordo com Lenin.

Em 1897, foi uma das primeiras mulheres a concluir o doutorado em Ciências Políticas.

Rosa casou-se, em abril de 1897, com Gustav Lueck, filho de um amigo alemão, a fim de conquistar a cidadania alemã. O falso casamento durou apenas 5 anos, que era o tempo mínimo estabelecido pela legislação do país para tal caso. Depois os dois se divorciaram.

Após fixar-se em Berlim, Rosa torna-se uma figura-chave entre os socialistas europeus, militando no Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD). Este atuava com programa próprio, conhecido como "Princípios Diretores" ou "Directivas". Dentro do SPD, Rosa possuía um núcleo de esquerda que ficou historicamente conhecido como Liga Spartacus, que deu origem, juntamente com outros agrupamentos políticos, ao Partido Social-Democrata Independente (USPD). Este, embora tivesse uma posição política mais radical, acabou conservando a organização e a linha política do SPD. Com este desenvolvimento, Rosa Luxemburgo e a Liga Spartacus irão romper com o USPD e, juntamente com outras tendências políticas, como a Esquerda de Bremen e os Comunistas Internacionalistas, fundar o Partido Comunista da Alemanha (KPD). Rosa ficará neste partido até seu assassinato, em 1919, e, portanto, não participará da outra ruptura do partido, que ocorrerá pouco depois, dando origem ao Partido Comunista Operário da Alemanha (KAPD).

Rosa Luxemburgo foi pioneira tanto na crítica da social-democracia alemã quanto do bolchevismo russo, tornando-se uma fonte inspiradora para militantes e intelectuais de sua época que não se enquadravam em nenhuma destas posições. Escreveu obras polêmicas contra estas duas tendências e defendeu uma posição voltada para a defesa da espontaneidade revolucionária do proletariado, que se manifestava, segundo ela, através das greves de massas e dos conselhos operários.

No ano de 1918, a Liga Spartacus cria o Partido Comunista da Alemanha. Juntamente com Karl Liebknecht, Rosa investe cada vez mais no movimento de massas, atribuindo-lhe um destacado papel político na construção do poder revolucionário dos trabalhadores.

No dia 9 de janeiro de 1919, Berlim encontrava-se em estado de sítio. Rosa e Liebknecht, perseguidos, sabiam que já não havia mais para onde fugir. Mudavam constantemente de esconderijo e os empresários de extrema-direita ofereciam recompensas a quem os denunciasse.

A 15 de janeiro de 1919, Rosa Luxemburgo, Karl Liebknecht e Wilhelm Pieck - dirigentes do Partido Comunista da Alemanha - foram presos e levados para interrogatório no Adlon Hotel em Berlim. No mesmo dia, os paramilitares alemães do Freikorps, que mais tarde iriam apoiar os nazistas, levaram-nos do hotel. Nessa altura, Pieck conseguiu fugir; Rosa e Liebknecht receberam coronhadas na cabeça e foram colocados dentro de um carro. Durante o percurso, os dois foram baleados na cabeça e o corpo de Rosa atirado no curso d'água conhecido como Canal do Exército (Landwehrkanal).

Somente em 1999, uma investigação do governo alemão concluiu que as tropas de assalto haviam recebido ordens e dinheiro dos governantes social-democratas para matar Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.

Epitáfio de Rosa Luxemburgo
Aqui jaz
Rosa Luxemburgo,
judia da Polônia,
vanguarda dos operários alemães,
morta por ordem dos opressores.
Oprimidos,
enterrai vossas desavenças!
Bertolt Brecht
O memorial Epitáfio, escrito pelo jovem Brecht, em 1919, foi musicado por Kurt Weill em 1928, com o nome de Requiem de Berlim. Também sobre Rosa Luxemburg, o escritor e historiador trotskista Isaac Deutscher escreveu :

Com o seu assassinato, a Alemanha dos Hohenzollern celebra o último triunfo e a Alemanha nazista, o primeiro.

Rosa Luxemburgo, a flor mais vermelha do socialismo


A revolução é magnifica... Tudo o mais é um disparate.
Carta de Rosa Luxemburgo a Emmanuel e Matilde Wurm (18/Julho1906)

O socialismo não é, propriamente, um problema de comer com faca e garfo, mas um movimento de cultura, uma grande e poderosa concepção do mundo.
Carta de Rosa Luxemburgo a Franz Mehring (Fevereiro/1916)

REVOLUÇÃO DE CORPO E ALMA


A sua energia impetuosa e sempre no ar aguilhoava os que estavam cansados e abatidos, a sua intrépida audácia e a sua entrega faziam corar os timoratos e medrosos. O espírito atrevido, o coração ardente e a firme vontade da "pequena" Rosa era o motor da rebelião. Clara Zetkin

Que difícil deve ter sido no seu tempo participar na política, sendo mulher e actriz! No entanto, violentando a mediocridade patriarcal da sua época, Rosa Luxemburgo converteu-se numa das principais dirigentes e teóricas do socialismo... a nível mundial! Não só combateu o machismo da sociedade capitalista, mas também questionou as hierarquias e relações de poder – de género, de idade, de nacionalidade – que impregnavam e manchavam o socialismo europeu daqueles anos. Jamais aceitou cair na armadilha da direcção do SPD (Partido Social-Democrata Alemão), quando lhe sugeriu que se ocupasse, exclusivamente, dos problemas da mulher, deixando "a grande política" nas mãos da velha hierarquia parlamentar. Pensavam assim tirá-la da frente. Ela não caiu no anzol.

Como o relatam várias biografias e aquele memorável filme de Margarethe von Trotta, protagonizada pela bela actriz Barbara Sukowa que a representa, já de muito jovem Rosa envolveu-se totalmente no Partido Social-Democrata Alemão. Corria em desvantagem. Era judia e polaca (duas palavras malditas para a cultura alemã...). Não só publicou artigos e livros na imprensa do SPD, como foi uma das principais instrutoras das escolas políticas do partido (principalmente de temas económicos).

Logo de início, entrou em colisão com os principais ideólogos desta organização: Eduard Bernstein [1850-1932], principal vulto do "socialismo revisionista", e mais tarde Karl Johann Kautsky [1854-1938], líder do chamado "marxismo ortodoxo". Com argumentos diversos, os dois opunham-se às mudanças sociais radicais e revolucionárias. Tal como Lenine, Rosa polemiza com ambos. Primeiro entrará em choque com Bernstein, em 1898, e depois com Kautsky, em 1910.

Mas ela não estava só. Enquanto polemizava com os chefes da burocracia parlamentar do Partido Social-Democrata Alemão (SPD) e os seus principais ideólogos, travava estreita amizade com Franz Mehring [1846-1919], o célebre biógrafo de Karl Marx, e Clara Zetkin [1846-1919], seus grandes companheiros de luta.

Quando em 1905 ocorreu a primeira revolução russa, ela tentou extrair todas as consequências teóricas para o mundo ocidental. Que relação há entre os movimentos sociais de contestação e as organizações revolucionárias? Um debate que, ainda hoje, quando se cumpre um século daquela revolução continua aberto e latente.

Mais tarde, Rosa saudou a revolução bolchevique de 1917 de maneira entusiasta. Ali via realizado o grande sonho de libertação dos oprimidos. Mas a sua defesa dos bolcheviques não foi acrítica. Enquanto apoiava, polemizou com Lenine. Fê-lo antes e depois do triunfo revolucionário. Este último, em Fevereiro de 1922, chegou a dizer dela que "pode acontecer que as águias voem mais baixo que as galinhas, mas uma galinha jamais pode voar tão alto como uma águia. Rosa Luxemburgo enganou-se (...) mas apesar dos seus erros, foi – e para nós continua sendo – uma águia (...) no pátio detrás do movimento operário, entre os montes de esterco, as galinhas tipo Paul Levi, Scheidemann e Kautsky cacarejam à volta dos erros da grande comunista. Cada um faz o que pode".

A vida de Rosa foi apaixonante. Rompeu com os moldes trilhados. Nunca aceitou baixar a cabeça. Revoltou-se e, confiando na sua própria personalidade, entregou o melhor da sua energia à nobre causa da revolução mundial, a causa da classe trabalhadora, dos explorados e oprimidos do mundo.

Perolas de Avalon

Que todas as coisas se movam
e sejam movidas em mim
e conheçam e sejam conhecidas
em mim.
Que toda criação
dance de prazer em mim.
(salmo Chinuque)

Que a tua vida
seja como uma flor sivestre,
crescendo livremente
na beleza e
encantamento
de cada dia.
(provérbio indígena americano

Clarice Lispector


"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. " [ Clarice Lispector]
Assim e vc meu pai.... A saudade e a memoria do coração...

Pergaminho de Krato


O PERGAMINHO DE KRATO



Enrique Barrios










Existe um antigo mistério no Universo:

Por que existe a vida?

Para que a Criação?

Os intelectos se afanam, procuram

e não encontram,

inventam teorias,

mas o antigo mistério

somente ao amor se revela

à consciência iluminada pelo amor.

Privilégio dos simples e ingênuos,

como crianças.



Amor é um ingrediente sutil da consciência.

É capaz de mostrar o sentido profundo da existência.

Amor é a única "droga" legal.

Alguns procuram equivocadamente no álcool
e em outras "drogas" o que o Amor produz.

Amor é o sentido mais necessário da vida.

Os sábios conhecem o segredo e só procuram Amor.

Os outros o ignoram e por isso procuram o externo.


Como obter Amor:

Nenhuma técnica serve, porque Amor não é material.

Não está submetido às leis do pensamento e da razão.

Elas é que estão submetidas a Ele.

Para obter Amor, deve-se saber antes que Amor não é um sentimento, mas um Ser.

Amor é alguém, um Espírito vivo e Real, que quando entra em nós,

chega a felicidade, chega tudo.

Como fazer com que Ele venha?

Primeiro deve-se acreditar que existe (porque não se vê, só se sente)

(alguns o chamam Deus),

depois deve-se buscá-lo em sua morada íntima: o coração.

Não é preciso chamá-lo porque já está em nós.

Não é preciso pedir-lhe que venha, mas deixá-lo sair, liberá-lo, entregá-lo.

Não se trata de pedir Amor, mas de dar Amor.

Como se obtêm Amor?

Dando Amor.

Amando.